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Com baixa remuneração de planos de saúde, clínicas de fisioterapia fecham as portas

Campo Grande, 16/08/2011

Neste ano pelo menos três empresas de fisioterapia tiveram que fechar as portas em Mato Grosso do Sul. O motivo, explica o presidente da Associação de Serviços  de Fisioterapia do Estado, João Leite Jr, deve se a baixa remuneração paga pela atividade pelos planos de saúde. Leite esteve nesta terça-feira, dia 16, na Assembleia Legislativa, pedindo ajuda dos parlamentares para aprovação do Projeto de Lei Complementar (PLC) 591/2010, que inclui os serviços de fisioterapia no SIMPLES Nacional.

 

Conforme João Leite Jr, os fisioterapeutas recebem por cada sessão, em valores brutos, R$5,28  do IMPCG, R$8,00  da UNIMED e R$6,66  da Cassems. “Sobre esses valores pagamos ainda 32% de impostos, sem contar os demais gastos, o que acaba restando para as empresas em torno de 5% a 7%. Assim, é quase impossível manter as portas abertas”, relata. Leite Jr explicou ainda que muitas clínicas de fisioterapia, ainda em funcionando, optaram por reduzir o seu quadro de funcionários.

 

Sem conseguir um aumento significativo nos valores pagos pelos planos de saúde, os profissionais de fisioterapia apostam na aprovação do PLC 591/2010, que ao incluir os serviços de fisioterapia no SIMPLES Nacional garantirá a redução da carga tributária, aliviando o custo de manutenção das empresas. “Irá gerar maior equilíbrio e benefícios a vários segmentos da sociedade e as políticas públicas”, enfatizam os profissionais no documento entregue hoje aos parlamentares.

 

Durante a sessão, o deputado Pedro Kemp apresentou indicação à Bancada Federal de Mato Grosso do Sul, com cópia aos deputados federais Vignatti (PT-SC), Carlos Melles (DEM/MG) e Pepe Vargas (PT/RS), solicitando aprovação do Projeto de Lei Complementar 591/2010. “A aprovação do projeto de lei trará condições mais justas e acessíveis de trabalho aos profissionais que atuam nessas áreas”, pondera Kemp.

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