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Kemp participa de ato em defesa dos povos indígenas e pede fim da violência

Campo Grande, 15/08/2011

Pedro Kemp cobrou o fim da impunidade e da violência contra os povos indígenas.

Pedro Kemp cobrou o fim da impunidade e da violência contra os povos indígenas.

Pelo menos 200 pessoas participaram no sábado, dia 13, pela manhã de ato em defesa dos direitos dos povos indígenas. A atividade foi coordenada por movimentos da sociedade civil organizada e teve como objetivo alertar à população para a situação dos indígenas de Mato Grosso do Sul, em especial, da etnia Guarani Kaiowá. Esse grupo compreende cerca de 45 mil pessoas, vivendo em confinamentos na região Sul do Estado e enfrentando dentre outros problemas, a violência, a fome e o suicídio.

Reunidos no cruzamento entre as ruas Barão do Rio Branco e 14 de Julho, representantes de diversos movimentos sociais ocuparam o microfone para defender os direitos das etnias indígenas de Mato Grosso do Sul. À população foi entregue um manifesto, esclarecendo a situação hoje enfrentada pelos índios.

Como um militante e defensor da causa indígena, Pedro Kemp cobrou o fim da impunidade e da violência contra os índios de Mato Grosso do Sul e lamentou a postura do governo do Estado que tem agido contra a demarcação das terras, a principal reivindicação da população indígena. O parlamentar lembrou dos esforços do governo federal para avançar na questão da demarcação .Ações que, no entanto, tem esbarrado nas decisões judiciais em favor dos proprietários de terra.

Grupo de teatro se apresentou durante o ato, relatando a saga dos indígenas.

Grupo de teatro se apresentou durante o ato, relatando a saga dos indígenas.

Apoiaram a atividade o Conselho Indigenista Missionário (CIMI), a Comissão Pastoral da Terra (CPT-MS), o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST), o CDDH Marçal de Souza, o Cedampo, a Ong Azul, a Rede de Educação Cidadã, a CUT, o Sindijus, o Partido dos Trabalhadores, mandatos do PT, o CRJP, o Tribunal Popular da Terra; UNMP, a Marcha Mundial de Mulheres, o Conlutas, o PSTU e Central de Movimentos Populares.

 

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