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Ao invés de facilitar para quem desrespeita o trânsito e banqueiros, presidente tem que gerar emprego para o povo, diz Kemp

Campo Grande, 06/06/2019

“São 14 milhões de desempregados. Só vejo projeções de queda na economia e no PIB e só se fala em Reforma da Previdência, como se isso fosse ser o milagre que irá salvar a pátria. O presidente não pensa em formas de incentivar o emprego, para que esses 14 milhões voltem a contribuir com os impostos”. (Pedro Kemp)

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O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) foi à tribuna nesta quinta-feira (6) para repudiar os recentes anúncios feito pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que diante do desemprego de 14 milhões de brasileiros anuncia o seu projeto de mudar o CTB (Código de Trânsito Brasileiro) e minimizar as punições aos condutores que cometem infrações. O parlamentar também contextualizou o pronunciamento com a realidade de Mato Grosso do Sul. Ele ainda citou o fechamento de empresas, como o frigorífico em Paranaíba – que vai deixar 600 pessoas sem emprego – e falou sobre o risco de privatização da empresa de gás natural do Estado, a MSGás e da de água e saneamento, a Sanesul. “São empresas que dão lucro. Não podem ser privatizadas. São patrimônio da população”.

“São 14 milhões de desempregados. Só vejo projeções de queda na economia e no PIB [Produto Interno Bruto] e só se fala em Reforma da Previdência, como se isso fosse ser o milagre que irá salvar a pátria. O presidente não pensa em formas de incentivar o emprego, para que esses 14 milhões voltem a contribuir com os impostos”, disse Kemp. A Reforma da Previdência incentiva a população a buscar bancos privados para depositar o dinheiro da aposentadoria – a chamada capitalização – e tal situação, beneficia apenas um grupo, o dos banqueiros, segundo os pronunciamentos sobre o tema feito por Kemp.

O parlamentar ainda criticou a falta de políticas públicas com melhorias na Saúde e Educação, por exemplo. “Ele apenas está querendo saber de facilitar o porte de arma e agora ampliar a soma de pontos na carteira de motorista, como se não tivesse coisa mais importante para fazer, enquanto ele destrói o sistema da Seguridade Social e defende essa reforma ‘fake news’ que só vai garantir privilégios a alguns setores. Há uma crise do capital”, finaliza Kemp.

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