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Pedro Kemp pede investigação sobre suspeita de ‘carta marcada’ em concurso da rede estadual de Educação

Campo Grande, 18/12/2018

Entre as suspeitas, a de dois candidatos que teriam chegado para fazer a prova com gabaritos já preenchidos.

__________________________________________________O deputado estadual Pedro Kemp (PT-MS) solicitou nesta terça-feira (18), a investigação de denúncias sobre a prova do concurso para professores e administrativos da rede estadual de Educação, realizado no último domingo (16), quando 10 mil candidatos disputaram 1 mil vagas. Por meio de uma indicação, o pedido de apuração foi encaminhado para a SED (Secretaria de Estado de Educação) e SAD (Secretaria de Estado Administração e Desburocratização) . Kemp vai acionar o MPE (Ministério Público Estadual). “O MPE será provocado para averiguar a lisura do concurso, essa enxurrada de denúncias que vão desde candidatos chegando atrasado, uso de aparelho celular até a suspeita de que duas pessoas estavam com cópias do gabarito durante a prova”.

Além disso, o parlamentar, acionado por professores, recebeu na segunda-feira (17) pelo WhatsApp fotos das questões, pontuou o seguinte: questões mal elaboradas, ilustrações borradas, dificuldade de visualização. “Questões copiada e coladas em montagem mal feita”.

Sem falar, segundo ele, do baixo número de vagas disponíveis, apenas 10% do total que daria cobertura para a rede estadual.  “50% dos professores que atuam nas escolas estaduais são convocados. Isso é uma grande irregularidade, distorção muito grande. Governo do Estado economiza com professor.  São 9,5 mil professores contratados , temporariamente, profissionais substitutos que estão ocupando as vagas puras . Se temos um número tão elevado de convocados, por que oferecem só 1 mil vagas? Só 10% desse número”.

A situação do professor convocado é de desrespeito e também, pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), cargos públicos têm que ser preenchidos por servidor concursado. “Janeiro não paga o salário dos convocados. Fevereiro são chamados para renovação de contrato e recebem o pagamento somente em março ou abril. No meio do ano o contrato de seis meses é interrompido novamente. Com mais os 15 dias do recesso de julho, professor não recebe e é recontratado em primeiro de agosto. E com isso, o Governo economiza o salário de 9 mil professores nestes períodos”.

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