As 120 famílias acampadas próximo ao anel rodoviário de Campo Grande prometem permanecer no local até que seja acordada nova área para ocupação e pretendem desobedecer decisão do juiz da 2ª Vara de Fazenda Pública, Vladimir de Abreu – que estipula prazo até este domingo (04) para que os sem-terra saiam do local. A informação é do coordenador estadual do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), Olímpio Frares. Ele nega que o acampamento esteja em área municipal e afirma que os trabalhadores estão dispostos a resistir à desocupação. “Não queremos violência, temos crianças aqui, mas também não podemos sair sem ter uma nova área”, afirma.
Frares reitera que as famílias têm medo de uma nova atuação da guarda municipal, que os retirou do local no último dia 11 de dezembro, após cinco dias de ocupação. “Muitos companheiros ainda estão sem pertences, como colchões, roupas e até documentos, apreendidos pela guarda municipal”, conta. Eles voltaram para a área no dia seguinte, 12 de dezembro, e desde então o número de famílias tem aumentado.
Entre os que aderiram ao movimento, desempregados urbanos e pessoas que nunca trabalharam no campo. “São pessoas pobres, que não têm estudo nem profissão e querem lidar na terra. Por que não ajudá-las?”, questiona.
Cerca 40 dos 360 acampados são crianças. Segundo Frares, eles estão recebendo diariamente doações de roupas e alimentos.
(Fabiana Silvestre)
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