Em Brasília, índios de todo o país e do MS pedem o fim de processos morosos de demarcação
Já no segundo dia de organização e estudo sobre o processo de demarcação das terras indígenas no Brasil, os cerca de 200 índios de estados brasileiros como BA, TO, AL e MG e do próprio MS que visitam Brasília obtiveram informações precisas sobre pelo menos dois processos de demarcação praticamente paralisados.
Para os indígenas do MS, o diretor de assuntos fundiários da FUNAI, Artur Nobre Mendes confirmou a contratação de dois novos antropólogos para dar prosseguimento, ou se preciso reiniciar os laudos das aldeias Lalima, região de Miranda e Taquara. Quanto ao processo desta última o início da perícia antropológica teve início ainda em 1999.
Para o coordenador do Cimi em MS, Jorge Vieira, a agenda já surtiu resultados positivos. Segundo ele, definitivamente a morosidade do processo de demarcação é empecilho para o pagamento da dívida de todo o país para com os povos indígenas. “Ouvimos sobre isso uma mea culpa da FUNAI, quanto ao ritmo lento e inconstante dos processos administrativos”, afirmou.
Alojados a 40km da capital federal, em Luziânia, a caravana indígena optou por uma agenda de organização, mesmo tendo entre si grupos de diferentes áreas do país como os pataxós. Na terça pela manhã (14) eles se reuniram em um seminário que tratou não apenas dos casos específicos de cada estado. No encontro eles ouviram sobre a realidade de índios de outros países da América Latina e, do México. Durante a manhã de hoje (15) em um seminário sediado e organizado pela Procuradoria Geral da República em conjunto com o CIMI, eles estabeleceram um diálogo com o Executivo Federal.
Para o dia 16, a expectativa é de mais informações pontuais com a realização de reunião na Procuradoria Geral da República, reunindo todas as instâncias do poder público que tratam da questão indígena como o Ministério da Justiça, Funai, Funasa, Incra, Ministério Público.
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