Os motivos dos afastamentos vão desde a falta de atividade pedagógica e más condições de higiene até uma denúncia de maus-tratos que teriam culminado no suicídio de um jovem.
A Febem (Fundação do Bem-Estar do Menor) de São Paulo afastou, na última quinta-feira (23), dez diretores que comandavam unidades consideradas mais críticas. Entre elas, cinco fazem do Complexo Vila Maria, duas do Tatuapé e duas do Complexo Raposo Tavares. Os motivos dos afastamentos são diversos. Vão desde a falta de atividade pedagógica e más condições de higiene até uma denúncia de maus-tratos que teriam culminado no suicídio de um jovem. Incluem ainda unidades onde houve agressões aos internos e ameaça de morte de funcionários contra adolescentes.
Em mais uma tentativa de colocar a casa em ordem, o atual presidente da Febem e secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Alexandre de Moraes, contratou profissionais de fora da Fundação – como cientistas sociais, professoras da rede estadual e psicólogos – para assumirem os cargos de direção.
Além desta medida, a partir desta quinta-feira, durante três dias, cem funcionários (entre diretores de divisão e unidade e coordenadores) serão submetidos ao Curso de Padronização Administrativa e Pedagógica, para que possam absorver rapidamente quais são as novas diretrizes da Febem e passar a aplicá-las já na segunda-feira.
Alexandre Morais também editou uma portaria determinando que todos os internos passem por perícia médica periódica e preventiva. A rotina será feita em parceria com o Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc). A cada 15 dias, médicos credenciados pelo governo do Estado devem fazer avaliações clínicas nos 6.500 jovens que cumprem medidas socioeducativas nas 77 unidades da Febem.
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