O governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, defendeu nesta segunda-feira, em São Paulo, a aprovação imediata de uma Medida Provisória (MP) que libere o plantio de soja transgênica na safra 2004/05, em fase de preparação. Segundo ele, os transgênicos são uma realidade sem volta na agricultura brasileira. Maggi destacou, ainda, que há o risco de desobediência civil este ano por parte de alguns agricultores, que não vão abrir da aplicação dessa tecnologia.
O governador de Mato Grosso considerou que o prejuízo do produtor brasileiro em relação aos concorrentes de outros países que se utilizam dos transgênicos é da ordem de 30 a 50 dólares por hectare, no caso da soja. Ele acrescentou, ainda, que o problema dos organismos geneticamente modificados não é exclusivo do Rio Grande do Sul, já que o plantio está crescendo no Centro-Oeste, embora não tenha números para confirmar o avanço dos transgênicos naquela região.
Segundo Maggi, o maior risco no momento é o produtor realizar o plantio de algodão geneticamente modificado. “Já há casos de sementeiros interditados”, alertou. No caso do algodão, “o problema é ainda mais grave porque há polinização cruzada e isso poderá provocar contaminação de transgênicos com não transgênicos”, explicou.
O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, acredita que a Medida Provisória sobre os transgênicos deve sair esta semana. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem uma séria de reuniões, “que deverão resolver a questão dos transgênicos”, informou. As declarações de Rodrigues e Maggi foram dadas durante almoço com o Grupo de Líderes Empresariais (Lide), na capital paulista.
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