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Zeca declara que PT sofre perseguição

out 7, 2004 | Geral

O governador Zeca do PT demonstrou preocupação com a lisura do processo eleitoral no Estado denunciando o que considera “partidarização” da fiscalização de campanhas por alguns juizes eleitorais, que têm ditado sucessivas sentenças contrárias aos candidatos do PT e não estariam demonstrando o mesmo rigor para com os adversários. “Estou vendo uma cassa ao PT. Isso me preocupa, não quero ser logrado como fui em 96”, disse Zeca hoje à tarde, ao sair da sala do procurador eleitoral do Ministério Público Federal, Blal Yassine Dalloul.

Além do MPF, o governador esteve pela manhã no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), afirmou ter conversado por telefone com o presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rubens Bossay e seguiu para reunião com o superintendente da Polícia Federal, Vantuir Brasil Jacini. “Vim trazer minha preocupação. Vejo por parte de juizes eleitorais uma clara partidarização das eleições. Tenho apreço à Magistratura e ao Poder Judiciário como um todo, mas do jeito que está, é preocupante”, desabafou.

O governador citou como exemplos de “perseguição” a cassação das candidaturas à reeleição dos prefeitos de Bonito, Geraldo Marques, de Miranda, Elizabeth de Almeida e de Dois Irmãos do Buriti, Osvane Ramos – cuja sentença havia sido pronunciada no início da tarde – e a suspensão da veiculação de um programa que iria ao ar hoje pela TVE Regional discorrendo sobre a cobrança de taxas no município de Campo Grande. Osvane e Elizabeth são petistas e Geraldo Marques do PDT, mas está coligado com o PT

“Acabaram de cassar a candidatura à reeleição do prefeito de Dois Irmãos do Buriti. Foi a mesma juíza de Aquidauana que não queria deixar eu discursar em um comício dias desses. Em Miranda a juíza cassou a candidatura da prefeita e proibiu ela de fazer campanha. Então eu vou lá fazer campanha pra prefeita.”

De Bonito, segundo o governador, chegaram denúncias de que a juíza eleitoral local teria feito reuniões nas escolas e pedido que os alunos, pais e professores não votassem em candidatos petistas. “Eu vou a Bonito. Vou ver se alguma pessoa confirma que essa juíza falou mal de mim, do meu governo ou do PT. É difícil alguém se dispor a testemunhar, mas se conseguir, vou transformar isso numa denúncia nacional. Não quero essa guerra, mas não tenho medo da batalha. Se for necessário vou determinar que a polícia só haja sob meu comando.”

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