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Segundo turno vai marcar polarização entre PSDB/PT

out 7, 2004 | Geral

Disputas em 30 de outubro confirmam o novo desenho da política brasileira

A eleição de ontem encaminhou o processo político brasileiro para uma polarização PSDB/PT que viverá agora a movimentação e os resultados de vários segundos turnos que se realizarão no próximo dia 30. Em casos como Porto Alegre, Curitiba e São Paulo, entre outros, onde o PT enfrenta novo pleito, esse quadro poderá tornar-se agudo.

Lula e o candidato Vicentinho, em São Bernardo do Campo(SP)

A polarização que se desenhou ontem será mais robustecida pela eleição de São Paulo, que deve centralizar a atenção da opinião política interna e externa. Esta parece ser a conclusão mais importante da eleição. Verdade que houve outra que mostra uma novidade por parte de um desses atores.

O PT passou a ser também um partido com presença no Nordeste e interior do país. Ao vencer em Aracaju e Recife, pelo menos, mostra que abriu novas frentes de decisão, antes muito limitadas ao Centro e Sul. No cômputo geral de ontem há ainda um outro dado importante: o PT somou o maior número de votos, seguido por PSDB e PMDB.

Nada, porém, tira a emoção e importância dos confrontos que o PT vai enfrentar. Uma derrota em Porto Alegre, onde exerce a prefeitura desde 1988, ou em São Paulo, onde a disputa tem quase o caráter de uma previa da sucessão, pesa muito.

Suas repercussões não só ratificarão a polarização tucano/petista, mas serão capazes até de absorver ou obscurecer os bons e equilibrados desempenhos de ontem.

Reflexos no Congresso

Essa pré-polarização da política brasileira, no entanto, terá uma outra conseqüência imediata: ela se transferirá, por razões óbvias, para o Congresso, paralisando-o mais um pouco ou gerando quadros de confronto que levam a obstruções. Os prejuízos serão evidentes. O quorum necessário para as votações acabará prejudicado por isso e pelas muitas queixas de interferências do governo.
O impasse no Congresso será comprometedor para uma série de importantes matérias que aguardam votação. Nem se fale da questão da Biossegurança, pois a fase de plantio está passando, mas de duas importantes reformas que continuam aguardando vez, a do Judiciário e a Tributária. Esta já vem gerando recaídas em matéria de guerra fiscal, com o surgimento de novos incentivos.

E das Parcerias Público-Privadas, cujo maior interessado é o Planalto, o momento é crítico tais os déficits em matéria de infra-estrutura e gargalos que complicam o desenvolvimento.

admin
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