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Powell elogia, mas não declara apoio à vaga na ONU

out 7, 2004 | Geral

Os Estados Unidos classificaram o Brasil na terça-feira como um “sólido candidato” para conseguir uma vaga permanente em qualquer expansão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas em visita ao Brasil, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, não chegou a endossar a candidatura brasileira ao conselho.

No mais longo elogio feito pelos EUA recentemente ao país, Powell chamou o Brasil de líder natural e responsável.

Os Estados Unidos classificaram o Brasil na terça-feira como um “sólido candidato” para conseguir uma vaga permanente em qualquer expansão do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Mas em visita ao Brasil, o secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, não chegou a endossar a candidatura brasileira ao conselho.

No mais longo elogio feito pelos EUA recentemente ao país, Powell chamou o Brasil de líder natural e responsável.

“Os Estados Unidos saúdam essa crescente liderança nas Américas e no cenário mundial”, afirmou Powell durante um encontro na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

“(O Brasil é) uma grande democracia não-nuclear –solidamente enraizada– que exerce um papel responsável no cenário mundial, disponibilizando-se a mandar tropas para outras partes do mundo e exercendo um papel muito responsável nas discussões de comércio. Certamente acho que o Brasil seria um sólido candidato.”

A ONU estuda como reestruturar o Conselho de Segurança, onde os países vitoriosos na Segunda Guerra Mundial têm assentos permanentes e poder de veto. Além dos EUA, integram o conselho Grã-Bretanha, França, Rússia e China.

No mês passado, o Brasil juntou-se a Japão, Alemanha e Índia para formar um grupo de ajuda mútua com o objetivo de conseguir vagas permanentes no conselho.

Ao se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, nesta terça, Powell deve minimizar problemas como os de comércio e o acesso da ONU a usinas nucleares no país e enfatizar a cooperação nacional entre os dois países.

Larry Birns, do grupo Council on Hemispheric Affairs, afirmou que Powell reconhece que o Brasil é ouvido por outros governos na América Latina e se tornou uma voz moderada à medida que a região caminhou para a esquerda nos últimos anos.

“A estratégia dos EUA em relação ao Brasil tem que ser uma de cortejá-lo. Ela busca tomar essa posição pró-Brasil em vez de ter uma relação adversária como teve com o comércio”, observou.

“Os Estados Unidos saúdam essa crescente liderança nas Américas e no cenário mundial”, afirmou Powell durante um encontro na Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

“(O Brasil é) uma grande democracia não-nuclear –solidamente enraizada– que exerce um papel responsável no cenário mundial, disponibilizando-se a mandar tropas para outras partes do mundo e exercendo um papel muito responsável nas discussões de comércio. Certamente acho que o Brasil seria um sólido candidato.”

A ONU estuda como reestruturar o Conselho de Segurança, onde os países vitoriosos na Segunda Guerra Mundial têm assentos permanentes e poder de veto. Além dos EUA, integram o conselho Grã-Bretanha, França, Rússia e China.

No mês passado, o Brasil juntou-se a Japão, Alemanha e Índia para formar um grupo de ajuda mútua com o objetivo de conseguir vagas permanentes no conselho.

Ao se encontrar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, nesta terça, Powell deve minimizar problemas como os de comércio e o acesso da ONU a usinas nucleares no país e enfatizar a cooperação nacional entre os dois países.

Larry Birns, do grupo Council on Hemispheric Affairs, afirmou que Powell reconhece que o Brasil é ouvido por outros governos na América Latina e se tornou uma voz moderada à medida que a região caminhou para a esquerda nos últimos anos.

“A estratégia dos EUA em relação ao Brasil tem que ser uma de cortejá-lo. Ela busca tomar essa posição pró-Brasil em vez de ter uma relação adversária como teve com o comércio”, observou.

admin
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