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Pesquisa mostra que africanos sentem orgulho de seu continente

out 21, 2004 | Geral

A África pode ser vista pelo resto do mundo como um continente tomado pela guerra e a pobreza, mas os africanos mostram-se profundamente orgulhosos de sua terra natal, mostrou uma pesquisa da rede britânica BBC divulgada na segunda-feira.

A pesquisa, que entrevistou mais de 7.500 pessoas em dez países, mostrou que 90 por cento dos africanos têm orgulho do continente. Descobriu também que a maioria acha que estará melhor neste ano do que no anterior. Cerca de 40 por cento dos nigerianos e dos ganenses, por exemplo, sentiam estar melhores agora do que há um ano.

Mas apesar de muitos expressarem otimismo sobre o continente, uma grande maioria também afirmou que emigraria se tivesse a chance — muitos deles para fora do continente africano.

Apenas metade dos quenianos entrevistados disse desejar ficar no país, enquanto três quartos dos nigerianos expressaram o desejo de deixar a Nigéria, se pudessem.

A África do Sul foi o único país do continente indicado por várias pessoas como um destino popular.

A pesquisa, intitulada “Pulso da África”, foi resultado de uma compilação de entrevistas realizadas em abril e março. Para a maior parte dos africanos, as pessoas de fora do continente viam nele um lugar pacífico, amigável e cheio de recursos naturais.

Ao pedir que identificassem os problemas mais sérios do continente, a maioria dos entrevistados falou na pobreza. Depois vieram a Aids, o desemprego, o analfabetismo e a corrupção. Sobre a Aids, 80 por cento dos entrevistados disseram achar que seus governos estavam se saindo bem na maneira de lidar com a doença.

Mas em termos gerais, a maior parte dos entrevistados disse estar insatisfeita com seus governos. Apenas no Quênia (69 por cento), em Ruanda (66 por cento) e em Gana (56), um número maior de pessoas disse que seus governos estavam realizando uma boa administração.

A postura no continente, principalmente em questões sociais e familiares, era conservadora. Quase metade dos nigerianos e dos malauianos disseram preferir usar somente roupas tradicionais, e entre 73 e 96 por cento dos entrevistados achavam que “o homem deveria ser o chefe da família”.

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