Internautas que estão fora dos Estados Unidos não podem mais visitar o site oficial da campanha à reeleição do presidente George W. Bush.
O bloqueio a browsers situados fora dos Estados Unidos começou na noite de segunda-feira.
Desde então, pessoas de fora do país que tentam acessar o site simplesmente se deparam com uma mensagem dizendo “acesso negado”.
O bloqueio não parece ter acontecido por causa de ataques de vândalos ou hackers, mas como resultado de uma decisão dos assessores de Bush.
Exclusão
A zona de exclusão internacional em torno do site georgebush.com foi detectada pela empresa de monitoramento da internet Netcraft, que analisa padrões de tráfego na rede em diferentes sites.
A Netcraft disse que desde as primeiras horas de 25 de outubro tentativas de acessar o site por intermédio de suas estações de monitoramento em Londres, Amsterdã e Sydney não foram bem-sucedidas.
Mas as quatro estações de monitoramento da empresa nos Estados Unidos não tiveram problemas.
O site ainda pode ser acessado usando proxies anônimos baseados nos Estados Unidos.
Bloqueios geográficos funcionam porque os endereços numéricos que a internet usa para se organizar são dados em bases regionais.
Em 21 de outrubro, o site de George W. Bush começou a usar os serviços de uma empresa chamada Akamai, para garantir que as páginas, vídeos e outros conteúdos do site sejam acessíveis a visitantes.
Tráfego
Mike Prettejohn, presidente da Netcraft, especula que a decisão de bloquear visitantes internacionais foi tomada para cortar custos e tráfego às vésperas da eleição, marcada para 2 de novembro.
Ele disse que os responsáveis pelo site podem não ver motivos para distribuir conteúdo para pessoas que não vão votar.
Administrar o tráfego também pode ser uma forma de assegurar que o site permaneça funcionando nos dias que faltam para a eleição.
Mas a medida também deixa sem acesso ao site eleitores americanos que moram fora dos Estados Unidos.
A Akamai não fez nenhum comentário ainda sobre o bloqueio.
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