O secretário Especial dos Direitos Humanos, ministro Nilmário Miranda, rebateu as críticas feitas pelo presidente demissionário da comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos, João Luiz Pinaud, de que há uma “farsa” no processo de localização de ex-militantes de esquerda mortos pelo regime militar. “Não há farsa. Não podemos passar a idéia de que tudo esteja começando agora. A comissão tem nove anos, e o doutor Pinaud esteve apenas quatro meses no cargo”, criticou.
Nilmário Miranda disse que a idéia de Pinaud de abrir ações na Justiça Federal para obrigar militares da ativa ou da reserva a dizer o que sabem sobre os desaparecidos e mortos pela ditadura é ingenuidade. “Esta proposta criaria muita espuma e nenhum efeito porque bastaria o militar dizer que nada sabe a respeito para a ação ser arquivada”, comentou.
O ministro afirmou que juristas como Miguel Reale presidiram a comissão e descartaram esta idéia por ser inócua. O ministro disse que Pinaud deixou o cargo porque tentou dar à comissão um caráter jurisdicional quando os assuntos são administrativos.
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