O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira o Prouni (Programa Universidade para Todos), projeto do governo federal que visa conceder a alunos carentes bolsas de estudos em instituições particulares de ensino superior. Em seu discurso, Lula rebateu as críticas que o projeto têm recebido e disse que pobre, quando consegue alguma coisa, sempre incomoda.
“Quando alguém criticar vocês por causa do Prouni, lembrem que as pessoas que estão criticando, antes, não falavam nada. Na hora que o pobre conquista algo, um milímetro de espaço, ele incomoda. Mesmo que você não tenha tirado um milímetro de espaço dos ricos”, afirmou o presidente, ao discursar para uma platéia formada por estudantes do MSU (Movimento dos Sem Universidade) e do Educafro (entidade que reúne estudantes afrodescendentes).
Lula pediu que os novos universitários apontem as dificuldades encontradas e ajudem a aperfeiçoar o sistema, para que mais alunos das regiões mais pobres do país tenham acesso ao ensino superior. Até agora, em duas etapas de inscrição, 95 mil estudantes garantiram vagas nos bancos universitários –uma terceira fase foi aberta para preencher cerca de 16.000 vagas remanescentes.
O presidente também brincou ao afirmar que, pela primeira vez, o país tem um presidente e um vice-presidente sem diploma universitários. De acordo com ele, o projeto só foi feito agora porque a população adquiriu mais consciência, aprendeu a reivindicar e a cobrar mais. “Quem sabe, quando deixar o mandato, eu e o José Alencar seremos bolsistas.”
Lula e Alencar, porém, seriam barrados. Pelas regras do programa, só podem concorrer alunos vindos de escola pública ou bolsistas da rede privada e com renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio (R$ 390), para bolsa integral, e três salários mínimos (R$780), para bolsa parcial.
Além disso, para se inscrever no Prouni, o aluno precisa ter feito uma das edições do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e obtido nota mínima de 45 pontos.
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