O deputado estadual Pedro Kemp (PT), 2º secretário da Casa de Leis, defendeu a classe trabalhadora mais uma vez e debateu no parlamento a redução da jornada de trabalho, no Brasil. Kemp utilizou a tribuna e detalhou a importância da atualização das normas trabalhistas, principalmente para as mulheres, que segundo ele, fazem jornada dupla de trabalho porque a maioria além de trabalhar fora, faz os serviços de casa e não sobra tempo para a família. “É uma prioridade do Governo Lula em 2026 a redução da jornada de trabalho dos trabalhadores e trabalhadoras, uma tendência mundial, queremos o fim da escala 6×1 aqui no Brasil, há hoje um debate para aprovar a escala 5×2, os cinco dias trabalhados e dois de descanso para a classe trabalhadora. O Brasil tá preparado para implantar essa nova escala”, informou.
Vários países e centenas de empresas ao redor do mundo realizaram testes e implementaram a redução da jornada de trabalho (frequentemente para 4 dias ou 32-35 horas semanais, sem redução salarial). Foi provado que é possível manter ou aumentar a produtividade e os lucros, ao mesmo tempo em que melhora o bem-estar dos funcionários. São eles: Islândia, Reino Unido, Holanda, Alemanha, Portugal, Suécia. Espanha, Bélgico, Escócia, Japão e Nova Zelândia estão realizando testes com resultados positivos no equilíbrio vida-trabalho e desempenho. Os países da América do Sul, Chile e Colômbia, estão adotando medidas para reduzir a jornada semanal (o Chile com a “Lei das 40 Horas” e a Colômbia reduzindo gradualmente de 48 para 40).
“Estudos socioeconômicos e experiências práticas de empresas que mostram que a redução da jornada gera mais qualidade de vida para o trabalhador, melhorando sua saúde física e mental, garantindo mais tempo de convivência com a família para o lazer e outras atividades e que isso se converte em melhoria e aumento da produtividade dos trabalhadores”, elencou o deputado Pedro Kemp. O ministro do Trabalho e do Emprego, Luiz Marinho, informou ontem (3), durante a II Conferência Nacional do Trabalho (CNT), que o Governo Federal pode enviar um projeto de lei com tramitação de urgência ao Congresso Nacional, sobre o fim da jornada 6×1.
“Essa medida será especialmente importante para as mulheres trabalhadoras, já que a grande maioria cumpre dupla jornada de trabalho, realizando atividades em casa e no cuidado com a família. Dados do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas [IPEA] mostram que 44 milhões de trabalhadores, com carteira assinada no Brasil, 75% tinham um contrato de mais de 44h por semana. Sei que há posicionamentos contrários, entidades, empresários, industriais, que afirmam gerar custos bilionários para o País, inflação e provocará demissões”, frisou Kemp.
Os estudos realizados pela 4 Day Week Global e centros de pesquisa indicam que a redução da jornada resulta em:
Melhoria na saúde mental: Redução drástica no burnout, estresse e doenças relacionadas ao trabalho.
Aumento da produtividade: Menos tempo força as equipes a otimizar processos e eliminar reuniões desnecessárias.
Maior lucro: Com funcionários mais motivados e descansados, a rotatividade (turnover) cai e a eficiência operacional sobe.
Jacqueline Lopes – DRT-078MS
Com informações da Euronews/IGN Brasil/O Globo/Época Negócios/NPR/Terra
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