O deputado estadual Pedro Kemp (PT) entregou à Assembléia Legislativa pedido de rigor na investigação dos mandantes e executores do assassinato da missionária Dorothy Stang. Ocorrido no último sábado na cidade de Anapu no Pará, o crime tem mobilizado a opinião pública para o estado. A indicação deve chegar às mãos do Ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos e do secretário especial dos Direitos Humanos, Nilmário Miranda.
“Sei que o Governo do presidente Lula e o governador do Pará já estão trabalhando juntos para a solução deste triste incidente que abalou o nosso país e o mundo, mas mesmo assim creio que a Assembléia Legislativa de Mato Grosso do Sul sempre sensível à luta contra a violência no campo e a favor da reforma agrária pacífica deve manifestar sua contribuição”, afirmou o deputado Pedro Kemp ao entregar a indicação.
Leia o texto da indicação :
INDICAÇÃO
Indico à mesa, ouvido o Plenário, nos termos do que dispõe o artigo 258, III do Regimento Interno, seja encaminhado expediente deste Poder ao Ministério da Justiça, na pessoa do Exmo. Sr. Marcio Thomas Bastos, com cópias à Secretaria Nacional do Direitos Humanos, na pessoa do Exmo. Sr Nilmário Miranda, solicitando desses órgãos do Governo Federal todo o empenho e esforços no sentido das investigações da Polícia apontarem os executores e os possíveis mandantes do assassinato da Missionária Dorothy Stang, ocorrido no dia 12 de fevereiro de 2005 em Anapu no Estado do Pará.
Sala das Sessões, 16 de fevereiro de 2005.
Pedro Kemp
Deputado Estadual – PT
JUSTIFICATIVA:
No dia 12 de fevereiro de 2005, no Município de Anapu –PA , foi assassinada a missionária americana naturalizada brasileira Irmã Dorothy Stang, que há mais de 20 anos vivia no Brasil prestando importantes serviços a sociedade através de seu ativismo político denunciando a violência fundiária, os crimes ambientais e a grilagem de terra.
A violência contra pessoas que atuam diretamente na luta pela justiça fundiária e contra os crimes ambientais, marcam a história de nosso Pais, que é conhecido internacionalmente por essas ações bárbaras contra religiosos, ambientalistas, trabalhadores rurais e ativistas políticos.
A impunidade não pode continuar colocando em dúvida as ações da Justiça no Brasil quando o assunto diz respeito a Terra. Assim, é necessário todo o empenho para apurar quem foram os culpados, executores e mandantes, desse crime cuja dor e indignação extrapolam as fronteiras de nosso país.
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