A comissão externa da Câmara que investiga a morte de crianças indígenas por desnutrição nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul reúne-se hoje para discutir seu relatório preliminar.
O coordenador da Comissão de Saúde Indígena da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), Alexandre Padilha, citou, em audiência pública na comissão, duas causas para a morte de crianças indígenas em Dourados (MS): a escassez de terras, que leva à falta de condições de subsistência, e a falta de qualificação dos profissionais do Hospital da Mulher, onde as mortes ocorreram.
O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, que também foi ouvido pela comissão, acredita que o problema de Dourados seja uma conseqüência de políticas indigenistas equivocadas ao longo dos anos. Entre outros pontos, ele citou que em Dourados 11,5 mil guaranis-caiuás ocupam 3.540 hectares, enquanto 4,5 mil índios caiapós ocupam uma área de 12 milhões de hectares.
A reunião está marcada para as 9 horas, no plenário 15.
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