A Articulação de Esquerda (AE), tendência interna do PT, elegeu na tarde de 11 de junho o geógrafo Rubens Alves para concorrer à presidência do Diretório Regional do Partido em Mato Grosso do Sul, com a Chapa A Esperança é Vermelha. O encontro, que aconteceu na sede do Conselho Regional de Farmácia, em Campo Grande, reuniu cerca de 250 militantes da corrente, entre lideranças políticas, dirigentes sindicais e líderes dos Movimentos Sociais de 32 municípios do Estado.
Rubens Alves é militante do PT desde 1988. Foi assessor do então deputado estadual Laerte Tetila, assessorou o deputado Pedro Kemp e foi secretário de organização do Partido no Estado. Ele é o atual superintendente de Planejamento da Seplanct (Secretaria de Estado de Planejamento e de Ciência e Tecnologia de MS), dirigente estadual da Articulação de Esquerda e membro do Conselho Nacional da tendência.
Para o deputado Pedro Kemp, um dos líderes da Articulação de Esquerda, o nome escolhido representa o que há de melhor na militância petista. “Rubens é preparado, tem conhecimento do Partido e clareza política e ideológica para promover um debate de alto nível e sair vitorioso na disputa do Diretório Regional do PT”, afirmou o parlamentar.
De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Agrário, Valteci Ribeiro de Castro, o Mineiro, a escolha de Rubens demonstra o empenho e o compromisso da Articulação de Esquerda em disputar o Diretório com a apresentação de propostas que possam mudar os rumos do Partido. Da mesma forma, o vice-governador e titular da Seplanct, Egon Krakhecke, que esteve presente ao encontro por breve período, parabenizou a Articulação de Esquerda pela escolha de Rubens Alves para concorrer à presidência do Diretório, pela sua história dentro do Partido e pela contribuição política que vem dando à legenda.
Também estiveram presentes o prefeito de Mundo Novo, Humberto Amaducci, a prefeita de Itaquiraí, Sandra Cassone, e a vice-prefeita de Caarapó, Terezinha Batista, além de diversos secretários municipais e vereadores de vários municípios.
A plenária estadual da AE tirou uma resolução com o posicionamento da corrente frente ao Partido, a qual já aponta o tom do debate a ser travado nos próximos meses no interior do PT. A resolução reafirma o caráter socialista do Partido, defende uma correção de rumos da legenda e a construção de uma plataforma programática, criticando o “consenso artificial em cima de nomes”. Para os petistas da Articulação de Esquerda, conforme a resolução, “é necessário garantir que o PED não se transforme numa grande prévia, na qual o debate político é substituído pelo confronto entre ‘máquinas eleitorais’ ”.
Confira abaixo a íntegra da resolução:
Mudar o PT para continuar avançando
Resolução da Articulação de Esquerda – MS
Reunida em Plenária nesta capital no dia 11 de junho, a corrente interna do Partido dos Trabalhadores Articulação de Esquerda (AE) discutiu uma pauta ampla, fez a análise da conjuntura política do País e do Estado, discutiu o Processo de Eleições Diretas do PT (PED), a formação de chapa e a candidatura a presidente do Diretório Regional do Partido, deliberando o seguinte:
1. Em novembro de 2004, realizamos a VII Conferência Estadual da Articulação de Esquerda em Mato Grosso do Sul. A resolução dessa Conferência afirmava que o PED era um momento para “renovar as direções e mudar a rota” do Partido. A eleição das novas direções partidárias é o momento de o Partido fazer uma autocrítica coletiva dos rumos seguidos até agora e fazer as correções de rota necessárias no PT e nos governos, ajudando a reeleger os projetos de mudança no Estado e no País.
2. Em resumo, defendemos reafirmar o caráter socialista, combativo e autônomo do Partido; uma governabilidade não dependente exclusivamente do Congresso, mas também apoiada nos Movimentos Sociais, nos partidos de esquerda e na força institucional que possuímos; e mudanças no rumo geral do governo federal, especialmente na política econômica – no sentido de romper com a ditadura do capital financeiro, defender o espaço nacional, ampliar os investimentos das estatais tanto em infra-estrutura quanto sociais, realizar as reformas agrária e urbana, ampliar os investimentos nas pequenas e médias empresas, e fortalecer a classe trabalhadora, por meio de medidas econômicas, educacionais e culturais, bem como pela democratização dos meios de comunicação e da política brasileira.
3. Apresentamos o nosso programa e a nossa chapa para todas as correntes, grupos e personalidades que integram o PT, buscando alianças em torno de nossas posições ou daquelas que venham a ser construídas no debate. Queremos construir uma plataforma programática e não um consenso artificial em cima de nomes. A tarefa de reorganizar o PT e armá-lo para as disputas políticas e ideológicas é daqueles e daquelas que acreditam no seu papel estratégico na luta pelo socialismo e não apenas como legenda eleitoral. O Processo de Eleições Diretas é um momento privilegiado para construir no PT uma maioria animada por esses objetivos. Por isso, entendemos que é necessário garantir que o PED não se transforme numas grande prévia, na qual o debate político é substituído pelo confronto entre “máquinas eleitorais”.
4. A Articulação de Esquerda reafirma que buscará construir chapas e candidaturas abertas a outros setores que compartilhem conosco a meta de construir novos rumos para o PT. E sinaliza para a base do Partido e para a sociedade que existe uma alternativa real de rumos para o PT e para o governo, sendo o único caminho para que possamos continuar avançando na construção do projeto de mudanças eleito em 1998 e reeleito em 2002.
5. Finalmente, informamos que a Articulação de Esquerda contribuirá para a unidade do PT nos municípios e no Estado, apresentando sua formulação programática. Nessa linha, apresentamos o companheiro Rubens Alves como candidato a presidente do Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul, pela sua história de lutas, dedicação e legitimidade no PT, pelo seu compromisso ideológico e clareza política, pelo seu conhecimento e preparo para realizar o debate no Partido, em defesa do socialismo e de um programa para mudar os rumos do PT e dos governos.
Articulação de Esquerda
(tendência interna do PT)
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