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Valter Pomar divulga nota: Marchar separados, golpear juntos

ago 4, 2005 | Geral

Leia a seguir, nota enviada pelo 3º vice-presidente do PT, Valter Pomar, que é um dos sete candidatos à presidência nacional do partido. No texto, Pomar defende um ato conjunto entre as candidaturas que fazem oposição ao campo majoritário.

Marchar separados, golpear juntos

Partido dos Trabalhadores está sendo submetido, há mais de 70 dias, a um violentíssimo ataque.

A direita e grande parte dos meios de comunicação buscam desmoralizar o PT, apresentando-nos como um “partido corrupto” e como uma “fraude histórica”.

O PT não é um partido corrupto. Quando se tiram os corruptos, um partido corrupto deixa de existir. Com o PT acontece o contrário: à medida em que excluirmos os irresponsáveis, ele ficará melhor e mais forte.

O PT não é uma fraude histórica. Nossos militantes estiveram presentes em todas as lutas que o povo brasileiro travou, nos últimos 25 anos, por democracia, soberania nacional, por direitos iguais e pelo socialismo.

Neste momento em que o PT está sendo duramente atacado, a primeira tarefa de todo militante petista é defender o partido.

Defender o PT significa denunciar os reais propósitos da direita e dos grandes meios de comunicação: reconquistar a presidência da República e destruir o PT. Significa reconhecer os erros cometidos e punir duramente os envolvidos. Significa, principalmente, alterar a linha política que está na base destes erros: a política de alianças, os métodos de condução do partido e de financiamento de campanhas, a política econômica.

Defender o PT é trabalhar pela eleição, no dia 18 de setembro, de uma nova direção para o partido.

Por isto mesmo, propusemos a realização de um ato conjunto entre as candidaturas que fazem oposição ao auto-intitulado “campo majoritário”.

Um ato conjunto entre os apoiadores das candidaturas Maria do Rosário, Plínio de Arruda Sampaio, Raul Pont e Valter Pomar reforçaria a importância da eleição da direção partidária, reafirmaria nosso compromisso de unidade no segundo turno e deixaria claro que o lugar dos petistas é no PT.

Infelizmente, a proposta de ato comum entre as quatro candidaturas não foi aceita pelo denominado Bloco Parlamentar de Esquerda, por motivos que lhes cabe explicar.

Os integrantes deste Bloco preferiram convocar, para o dia 5 de agosto, em São Paulo, um ato “contra a política econômica, as alianças espúrias e a corrupção, em defesa das bandeiras históricas do PT e do socialismo”.

Seguimos achando que o correto seria realizar um ato unificado, até porque o “Bloco” reúne apenas uma parte dos deputados que apóiam as candidaturas e chapas que fazem oposição ao chamado “campo majoritário”.

Por conta disto, não fazemos parte da organização nem somos patrocinadores do ato de 5 de agosto.

E seguimos trabalhando pela realização de um ato comum das quatro candidaturas, que demonstre que mesmo marchando separados, sabemos golpear juntos os que conduziram o PT para a maior crise de sua história. E, principalmente, que ofereceremos uma alternativa comum no segundo turno da eleição da presidência do Partido, marcada para 2 de outubro.

Valter Pomar
candidato à presidência nacional do PT

admin
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