O presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou nesta quinta-feira o tom do seu discurso sobre a crise política e descartou agir como os ex-presidentes Getúlio Vargas, que se suicidou, Jânio Quadros, que renunciou ao mandato, e João Goulart, que foi deposto por militares.
Durante reunião do CDES (Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social), Lula comparou-se ao ex-presidente JK (Juscelino Kubitschek) e disse que sua receita para superar a crise política será “paciência, paciência, paciência”.
Ao afirmar que tem a “consciência tranqüila”, o presidente disse que a verdade irá prevalecer, seja daqui a um mês ou dois anos. “A verdade prevalecerá e o povo saberá verdadeiramente o que está acontecendo no Brasil: quem são os ocultos ou não, quem é que praticou corrupção ou não.”
Lula lembrou ainda que JK foi “achincalhado, chamado de ladrão”, e só depois de morto foi reconhecido.
Segundo o presidente, Jânio Quadros nunca revelou quem foram os “inimigos ocultos” que o levaram a renunciar, mas considerou que “adversários ocultos” seriam, por exemplo, aquelas pessoas que fazem denúncias sem provas.
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