Líderes de oposição e do governo, imediatamente após a divulgação do cheque, vieram a público pedir a renúncia do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE) do cargo de presidente da Câmara. O empresário Sebastião Buani apresentou há pouco o cheque de R$ 7,5 mil que supostamente teria entregue ao presidente da Câmara como propina para garantir o funcionamento por mais três anos do restaurante Fiorella, no 10º andar do anexo 4 da Câmara.
O líder do PSB, Renato Casagrande (ES), afirmou que seu partido não se arrepende de não ter assinado ontem a representação contra Severino, feita pelas oposições. “O PSB agiu com responsabilidade. Agora, com a comprovação, o PSB não vacila e pede a renúncia de Severino da presidência”, afirmou.
Os presidentes dos cinco principais partidos de oposição entregaram ontem ao presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar (PTB-SP), representação pedindo abertura de processo de cassação contra Severino Cavalcanti. Assinaram o pedido PFL, PSDB, PPS, PDT e PV.
O vice-líder do governo na Câmara, deputado Beto Albuquerque (PSB-RS), foi mais duro em sua crítica a Severino. “Agora se associou a incompetência com a corrupção. Qualquer um com vergonha na cara renunciaria.”
O líder do PFL na Câmara, o deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que a situação não foi agravada pelo fato do cheque ser assinado pela secretária Gabriela Martins e não pelo motorista, como inicialmente se pensava. “Acho que é a mesma coisa. O importante é que a denúncia foi confirmada. Cabe a ele tomar uma posição imediata. A sua situação é muito grave. Não acredito que ele terá condições de presidir a sessão desta tarde”, afirmou.
O líder da minoria na Câmara, deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA), avaliou que apareceu apenas “a prova que não faltava. Tudo já apontava para a corrupção do presidente”.
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