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TJ mantém pena de envolvidos em mortes de sem-terra

out 6, 2005 | Geral

A Segunda Turma Criminal do TJ/MS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) negou ontem recurso e manteve as penas atribuídas a três seguranças da extinta Coes denunciados por envolvimento nas mortes dos sem-terra Silvio Rodrigues e Ranildo da Silva. O advogado Mário Morandi, que atuou como assistente de acusação, pediu revisão da pena por considerá-las reduzidas.

Nery Castro Souza, Ben-hur Aquino Martins e William de Oliveira Antonio tiveram a pena de quatro anos em regime aberto, definida em março deste ano, em julgamento em Rio Brilhante, mantida, e o TJ também manteve a absolvição de Roberto Bezerra. O Ministério Público não contestou, segundo o advogado dos seguranças Josephino Ujacow, e para prosseguir o recurso agora deve ser ao STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Os seguranças foram condenados por participação nos crimes. Eles foram acusados de deter e amarrar os sem-terra. Contra o absolvido não houve provas de envolvimento no ato.
As mortes foram atribuídas a Cláudio Penhavel e Claudiomiro Santusse, que não foi julgado e está foragido. Penhavel foi condenado a 30 anos. Ele foi assassinado recentemente, em Campo Grande.

Santusse na época do crime integrava o MST. Ele chegou a admitir a autoria, depois mudou a versão alegando que Penhavel teria lhe oferecido dinheiro para que assumisse as mortes sozinho.
Penhavel era dono da Coes, empresa que fazia a segurança da fazenda Engenho Novo, no município de Rio Brilhante. Os sem-terra mortos lideraram invasão na propriedade, que era de Laura Brito, sobrinha do ex-senador Lúdio Coelho. Ela morreu de aneurisma cerebral em 2002. A fazenda foi desapropriada e transformada em assentamento que leva o nome de um dos mortos- Silvio Rodrigues.

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