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IBGE: Desigualdades diminuem no governo Lula

dez 1, 2005 | Geral

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio (Pnad), divulgada na sexta-feira (25) pelo IBGE, mostrou que, no segundo ano do governo Lula, o país teve uma forte redução da desigualdade de renda entre os trabalhadores, com maior número de postos de trabalho formal. Pela primeira vez desde 1997 a renda do trabalhador parou de cair. Em 2004, a taxa média de desemprego no país caiu de 9,7%, índice de 2003, para 9%, a menor em seis anos, com o maior nível de ocupação em uma década.

O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (PT-SP), considerou os dados muito significativos. Ele lembrou que o levantamento do PNAD é mais abrangente do que o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), uma vez que envolve os empregos formais e informais. A estimativa do ex-ministro do Trabalho é de que, até o final do ano, se chegue a 6 milhões de empregos novos no país.

Para Berzoini, os dados mostram que houve reversão tanto da queda da renda quanto do emprego no país. Ele analisou ainda que, em dois anos, houve um aumento de 10% no nível de emprego, mesmo com um quadro de dificuldades encontrado pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003, quando tomou posse na Presidência da República.

Confirmação de expectativa

Segundo o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, os dados confirmaram as estatísticas sobre a geração de empregos no governo do presidente Lula.

Na cerimônia de abertura da 3ª Conferência Nacional de Saúde do Trabalhador, neste final de semana em Brasília, ele destacou que a Pnad reafirma todos os números que o Caged tem demonstrado.

A pesquisa revela que o mercado absorveu 2,7 milhões de novos trabalhadores em 2004 – um crescimento de 3,3% em relação ao ano anterior, quando a expansão foi de 1,2 milhão de pessoas.

De acordo com o estudo, o nível de ocupação no ano passado superou todos os registrados de 1996 a 2003, embora ainda não tenha retornado ao patamar da primeira metade dos anos 90.

A pesquisa também mostrou que em 2004 aumentou em 6,6% o número de empregados com carteira assinada. E o de trabalhadores por conta própria cresceu 6%. No período, a indústria de transformação registrou o aumento mais expressivo (11,6%) de empregados com carteira assinada.

Distribuição de renda

Marinho afirmou que o resultado da Pnad-2004 indica o início de um processo de distribuição de renda no país. Segundo ele, o maior equilíbrio nas remunerações pode ser notado a partir dos dados do estudo, que mostram que os maiores salários baixaram, e os menores, aumentaram.

“Existe um processo de retomada da valorização real dos baixos salários. Se você lembrar em janeiro de 2003 o preço do cimento, do arroz, do feijão, do gás, nós vamos chegar à conclusão de que os baixos salários tiveram, de fato, um ganho no poder de compra”, disse. E destacou que o impulso dado ao crescimento dos menores salários ocorreu devido ao aumento do salário mínimo.

Sobre a proposta do relator do Orçamento 2006, deputado Carlito Merss (PT-SC), de aumentar o salário mínimo para R$ 340, o ministro disse que esse seria “um ponto de partida muito interessante”.

O ministro ressaltou, no entanto, que uma política de valorização do salário mínimo em longo prazo é mais importante do que a discussão do valor.

Segundo ele, em 2006 o governo deverá propor uma nova política de reajuste, com abrangência maior que a de um mandato presidencial. “Nós pretendemos oferecer ao Congresso Nacional, até março ou abril, um Projeto de Lei estabelecendo essa política”, afirmou.

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