A principal conclusão da reunião realizada pela Executiva Nacional do PT, nesta sexta-feira (3), é de que o partido trabalhará intensamente para constituir a unidade partidária em torno da candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição. “O PT defende e vai trabalhar para mobilizar o Brasil e os partidos aliados”, disse o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini.
Conforme expresso em resolução aprovada pela Executiva (leia aqui), a direção nacional deve “aprofundar o diálogo com os partidos, os movimentos e a intelectualidade progressista no sentido de transformar 2006 em um ano de grande mobilização em apoio ao governo Lula e pela conquista de mais um mandato presidencial, para prosseguir e aprofundar as conquistas deste governo, ampliar a participação popular na política e consolidar o projeto de democratização política e social no Brasil”.
Berzoini ressalta, no entanto, que o partido respeita a dinâmica e o tempo do presidente para tomar decisão em relação à sua candidatura. “Não faremos nenhum tipo de pressão para antecipar essa decisão, mas isso não nos impede de fazer uma grande mobilização”, afirmou.
Na semana passada, a Secretaria Nacional de Mobilização do PT passou aos diretórios regionais a recomendação de que iniciem, ainda neste mês, atos, manifestos e eventos de apoio à candidatura nos Estados (leia aqui).
A prioridade para as instâncias partidárias, neste momento, é instalar fóruns de debates de balanço e programa de governo nos municípios, junto aos movimentos sociais, e avaliar os avanços e as insuficiências, além de divulgar os programas federais e a aplicação de recursos em cada região.
Política de alianças
A Executiva Nacional não tomou nenhuma decisão sobre a política de alianças que será adotada na campanha eleitoral deste ano. O assunto que será definido apenas no Encontro Nacional do PT, que ocorrerá no final de abril. Berzoini ressaltou que o PT “não irá fechar nem escancarar” possibilidades de alianças no momento.
Segundo ele, é preciso dar espaço para o partido e o governo escutarem e debaterem as questões internamente e junto aos outros partidos, o que já vem ocorrendo. “Já conversamos com todos os partidos da base do governo”, informou o presidente. “O partido tem o direito e o dever de ouvir os parceiros que estão na base aliada.”
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