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PT deverá ter candidatos a governador em 18 Estados

jun 15, 2006 | Geral

O Partido dos Trabalhadores deve lançar candidatos a governador em pelo menos 18 Estados, segundo cálculo do coordenador nacional do GTE (Grupo de Trabalho Eleitoral), Gleber Naime, em entrevista ao Portal do PT. O total previsto é inferior ao de 2002 – quando o partido encabeçou a disputa em 24 unidades da Federação – porque, segundo Gleber, desta vez o PT ampliou seu leque de coligações regionais.

“Nitidamente, o PT aumenta suas coligações nesta eleição. Além de obter mais apoios aos seus candidatos, também apóia mais candidatos de outros partidos”, ressaltou o coordenador do GTE. De acordo com Gleber, a maioria das coligações se dará em torno das legendas que já apóiam o governo Lula, mas, em alguns Estados, há chances de acordo também com PDT e PPS – que fazem oposição no plano federal.

Gleber acredita que ainda é cedo para projeções sobre quem seriam os favoritos nas disputas estaduais, sobretudo porque ainda há muita indefinição a respeito de candidaturas e alianças. “Todo mundo está no páreo”, resume.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

Em quantos Estados o PT terá candidato próprio a governador? Nos demais, em quais deverá fornecer o vice e em quais apenas participará da coligação?

Gleber Naime – A tendência hoje é que o PT tenha candidatos a governador em 18 Estados (AC, AL, AP, BA, DF, MG, MS, MT, PA, PE, PI, PR, RJ, RO, RS, SC, SE e SP). Negocia com os partidos aliados a indicação do candidato a vice-governador em outros cinco. No Ceará e no Maranhão, o PT já indicou os candidatos a vice. Em Goiás, Paraíba e Tocantins, dependendo da situação, o PT poderá lançar candidato próprio. Na Paraíba, o companheiro José Neto é pré-candidato ao governo. No Tocantins, os nomes dos companheiros Célio Moura e Neilto, dentre outros, estão à disposição para disputar o governo e o Senado. Em Goiás, o PT indicou o companheiro Valdi Camárcio a vice-governador. O PT apoiará candidato de partido aliado em três Estados (RR, AM e RN) e discute no Espírito Santo a formação de uma Frente com candidato ao Senado, mas ainda não definiu a questão do candidato a governador.

Com quais partidos o PT deverá se coligar nas eleições estaduais. O leque de coligações estaduais é maior ou menor do que nas eleições de 2002?

Há alta probabilidade de coligações com o PCdoB em 25 Estados, com o PSB em 22, com o PMDB em 16, com o PL em 12, o PTB em 10 e o PP em seis. Com o PPS haverá possibilidades em 8 Estados, caso não haja coligação formal com PSDB/PFL em nível nacional. Com o PDT, haverá possibilidades em 6 Estados, caso não lance candidato a presidente. Nitidamente, o PT aumenta suas coligações nesta eleição. Além de obter mais apoios aos seus candidatos, também apóia mais candidatos de outros partidos. Em 2006, o PT deverá lançar 18 candidatos a governador, enquanto em 2002 lançou 24.

É possível saber em quais Estados o presidente Lula – caso dispute a reeleição – terá mais de um palanque?

Muito provavelmente em Alagoas, Distrito Federal, Maranhão, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rondônia. Há chances ainda no Amazonas, no Amapá, na Bahia, no Mato Grosso, no Paraná, em São Paulo e no Tocantins.

Quais os reflexos políticos e financeiros da reforma eleitoral aprovada pelo TSE para as eleições deste ano? Ela cria mais facilidades ou mais dificuldades?

Não é possível dimensionar isso, mas, evidentemente, os custos relativos a brindes, camisetas, bonés, showmícios e outdoor deixarão de existir. No entanto, como não há financiamento público e o Congresso não aprovou teto de gastos, aqueles custos que deixaram de existir poderão ser investidos em outros setores de uma campanha eleitoral. Resta à sociedade aumentar o grau de vigilância sobre o abuso do poder econômico. A prestação de contas via internet facilita a fiscalização.

Levando-se em conta o quadro atual de pesquisas, quais os Estados em que o PT tem mais chance de eleger o governador ou, pelo menos, levar a disputa para o segundo turno?

Neste momento tão distante da eleição – nem se definiram todas as candidaturas e alianças – todo mundo que disputa está no páreo. As pesquisas são importantes, mas o que define uma corrida eleitoral é o voto no dia das eleições. E até lá tem muita água para passar debaixo da ponte. Vale para todos.

Diante dos índices de aprovação do presidente Lula no Nordeste, o GTE trabalha com a perspectiva de que o partido tenha um bom desempenho nesta região?

Trabalhamos pra vencer as eleições em todas as regiões e acho que a militância do PT e a base social do governo do presidente Lula farão a diferença nestas eleições. O Brasil é muito melhor hoje do que há quatro anos atrás. Estão criadas as condições para melhorar muito mais, se continuar nesta direção de distribuir para crescer. A alternativa tucano-pefelista é um enorme retrocesso para o povo brasileiro. A outra alternativa que se auto-proclama à esquerda não tem consistência para praticar aquilo que diz. Portanto, o caminho para o desenvolvimento e a promoção social e cultural das famílias brasileiras é a alternativa que nós apresentamos e que estará fundamentada num claro Programa de Metas para o país. No Nordeste, o impacto das ações do governo são maiores porque, pela primeira vez na nossa história, há um governo que realmente investe mais onde há mais necessidade. É essa atitude federativa, preocupada com o equilíbrio regional e a atenção aos mais excluídos, que confere os altos índices de aprovação do governo Lula.

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