O deputado estadual Pedro Kemp (PT), líder do governo Zeca do PT na Assembléia Legislativa, rebateu na sessão desta terça-feira, dia 31 de outubro, as declarações feitas pelo deputado Waldir Neves, presidente regional do PSDB, sobre a reeleição de Lula. O tucano afirmou em entrevista à imprensa sul-mato-grossense que a população brasileira trocou o voto por comida, fazendo uma alusão aos programas sociais do governo Lula que concede as famílias carentes uma cesta básica por mês. Conforme o jornal Correio do Estado, Waldir Neves declarou que o PT teria feito terrorismo eleitoral junto às famílias beneficiadas pelo Bolsa-Família.
Em resposta às declarações do tucano, Kemp qualificou a fala do deputado pessebista como “infeliz”, uma vez que a decisão da população, que reelegeu Lula com mais de 60% dos votos válidos no País, é soberana. “Isso é subestimar a inteligência de quase 60 milhões de votos do povo brasileiro”, lembrou. “Quando a gente vê um depoimento como este do Waldir Neves entende que é uma fala rançosa”, disse. Para Kemp, o PSDB não conseguiu digerir ainda os números comparativos do governo Lula e do tucano Fernando Henrique Cardoso. “Talvez o PSDB não tenha aceitado que essa pessoa (Lula) do setor empobrecido do nosso País possa fazer um governo infinitamente melhor que o do Doutor honoris causa (FHC)”, completou, lembrando que no governo Fernando Henrique Cardoso a inflação era de 12% ao mês, enquanto no governo petista é de 4%, ou ainda, a geração de emprego no governo Lula é de cerca 102 mil novos postos de trabalho ao mês contra apenas 8 mil do governo tucano.
Em seu discurso, Pedro Kemp disse ainda que foi procurado por eleitores de Lula que se sentiram indignados com a fala do deputado Waldir Neves. “Recebemos um telefone da Maria Terezinha, técnica administrativa do CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos). Ela disse que nunca recebeu um prato de comida do governo, mas que votou no Lula por acreditar ser o melhor projeto político do país”, relatou. “O povo entendeu no segundo turno que o País está numa era de mudanças e precisa continuar”, concluiu.
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