O CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos) Marçal de Souza e a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) estão encabeçando uma campanha em prol das famílias Kaiowá Guarani que vivem em Amambai, no Sul do Estado. Um grupo de pelo menos 70 famílias estão atualmente às margens da MS-289 após conflito ocorrido no dia 09 de Janeiro entre os indígenas e os fazendeiros da região pela posse da fazenda Madama, em Amambai. A terra é denominada pelos índios de Kurussú Ambá e teria sido retirada dos Guarani em 1975. Durante o confronto foi assassinada a líder religiosa Xuretê Julite Lopes, 73 anos, ficando ferido ainda o adolescente Valdecir Ximenes. Conforme relato dos indígenas, além da violência, o grupo teve utensílios, roupas e móveis queimados durante a ação dos pistoleiros.
A situação se agravou ainda mais com a suspensão do pagamento da Bolsa Família pelo Governo do Estado, deixando as famílias praticamente sem alimentação. Diante do quadro, o CDDH e a Coordenação dos Movimentos Sociais iniciaram na semana passada a campanha de arrecadação de alimentos e roupas. A mobilização prossegue até o dia 8 de fevereiro, quando uma comissão seguirá para Amambai para fazer a entrega dos produtos arrecadados aos índios Kaiowá Guarani. Hoje, a campanha será realizada nas Moreninhas com a participação dos Catedráticos do Samba, que este ano tem como tema do samba enredo a questão indígena. O encontro terá início às 9 horas entre as ruas Barueri e Alto da Serra, nas Moreninhas.
As doações também estão ocorrendo na sede do CDDH em Campo Grande, na Rua Barão do Rio Branco, 2.270, e na CUT (Central Única dos Trabalhadores), na Avenida Noroeste, 575.
0 comentários