O ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias, afirmou nesta quarta-feira que a prioridade de seu ministério é garantir assistência às famílias carentes do país. Ele lembrou dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que mostram a existência de 11 milhões de brasileiros vivendo abaixo da linha de pobreza.
“Neste momento, todas as minhas energias estão voltadas para atender nosso público alvo, que são as pessoas, as famílias e as comunidades carentes”, declarou em entrevista ao jornal Bom Dia Brasil. Ele respondia a uma pergunta sobre o projeto renda mínima, do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que prevê no futuro uma verba fixa para todos os brasileiros — até os mais ricos.
Ananias explicou que seu primeiro compromisso na pasta é “garantir o andamento dos bons projetos, especialmente na área de transmissão de recursos, como o Bolsa-Família que hoje atende 3,6 milhões famílias no Brasil. Temos também que garantir a eficácia dos projetos de transmissão de benefícios”.
O novo ministro disse que o próximo passo de seu ministério será levar projetos como o Fome Zero para grandes cidades. “Para isso vamos buscar parceiras com os governos municipais, vamos buscar com grande empenho as parcerias com empresas privadas”.
Ele voltou a admitir que os recursos para os programas sociais são pequenos. Ananias falou sobre seu encontro na terça-feira com o ministro da Economia, Antonio Palocci. “Tanto ele quanto eu sabemos de uma coisa básica: os recursos são escassos. O dinheiro não cai do céu, nem brota da terra, o dinheiro vem do cidadão, do contribuinte. As necessidades são praticamente ilimitadas”.
O ministro ressaltou que vai buscar o máximo de resultados com o mínimo de recursos. O ex-prefeito de Belo Horizonte, que é católico praticante, disse que sabe do tamanho de seu desafio e afirmou que vai precisar “muito das bênçãos de Deus”.
Publicado em 28.01.2004
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