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Magela vai interpelar Waldomiro judicialmente

fev 26, 2004 | Geral

 

O ex-deputado Geraldo Magela (PT-DF) anunciou ontem que vai interpelar judicialmente o ex-assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, acusado de ligação com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Waldomiro disse em entrevista à Revista Época que repassou R$ 100 mil, recebidos do bicheiro, para a campanha de Magela ao governo do Distrito Federal em 2002. “Nem eu, nem minha coordenação recebemos qualquer doação de Waldomiro, se ele insistir que passou dinheiro para a minha campanha, nós o processaremos”, afirmou.

Em entrevista coletiva, Magela falou sobre o caso e disse que a Polícia Civil do Distrito Federal tem uma “rede de arapongagem política” desde 2001. “Se aprofundarmos as investigações, ficará claro o envolvimento da polícia civil no episódio”, afirmou. Magela destacou que as fitas, gravadas em 2002, só vieram a público agora, quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está prestes a julgar ações que pedem a cassação do diploma do governador Joaquim Roriz (PMDB-DF). Magela lembrou ainda que a imprensa já denunciou que o Carlinhos Cachoeira já tentou explorar a loteria no DF, negociando com o governador Roriz. Veja os principais pontos da entrevista.

Doação – Na fita gravada entre Waldomiro e o bicheiro meu nome não é citado. Waldomiro disse que repassou dinheiro recebido de Carlinhos Cachoeira para a minha campanha apenas na conversa com o repórter da Época. O fato foi desmentido pelo bicheiro e eu tenho a segurança e convicção de que não recebi nada de Waldomiro. Como ele não desmentiu o fato até agora, estamos entrando com medidas judiciais cabíveis. Polícia Civil -A divulgação pela imprensa de que um policial civil do DF teria participação no processo de espionagem feita a Waldomiro, reforça denúncias já feitas por mim, em junho de 2002 de que existe uma “rede de espionagem política” coordenada pela Polícia do Civil do DF. Em 2002 o coordenador do esquema era o Diretor da Polícia Cívil, Laerte Bessa. Na época, até o vice-governador Benedito Domingos, foi vítima do esquema.

Porque Magela – Esta é a grande pergunta. Eu sou um dos mais interessados em obter esta resposta e na apuração deste episódio. Não sou a pessoa mais próxima de Waldomiro que justificaria a doação. Em maio de 2002, segundo as pesquisas do DF, eu tinha 3% das intenções de votos. Este bicheiro já tinha feito uma negociação, segundo a imprensa, na eleição anterior para controlar a loteria no DF. E não foi comigo. Era com o meu adversário. E no final de 2002, logo depois da eleição foi feita uma alteração, pela Câmara Legislativa, na legislação que criou a loteria social no DF. Aqui não tem loteria mas tem a lei que a cria. E quem entrou com uma ação direta de inconstitucionalidade contra esta lei foi a bancada do PT. Porque temos uma compreensão de que os jogos de modo geral devem ser explorados pela Caixa Econômica Federal e não pelo governo.

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