
Cerca de 200 indígenas das etnias das etnias Kaiuá, Guarani, Guató, Kadiwéu, Ofaié-Xavante e Terena permanecem no prédio da Coordenação Regional da FUNASA em Mato Grosso do Sul, ocupado ontem (1/4), por voltas das 18h. Eles continuam proibindo a saída dos funcionários, inclusive do Coordenador Regional, Gaspar Hickmann, que foi mantido durante toda a noite sob a guarda dos líderes indígenas.
A manifestação que deve cessar somente após negociação com o diretor do Departamento de Saúde Indígena da Presidência da FUNASA, Ricardo Chagas, prevista para a tarde de hoje.
Os indígenas reivindicam a elevação do teto orçamentário de 2004 para o Estado, que é de 9,6 milhões para 12,7 milhões, e a quitação dos salários atrasados de funcionários que integram as equipes do Programa de Saúde da Família Indígena (PSFI), composto por médicos, enfermeiros, odontólogos, auxiliares e motoristas.
De acordo com um manifesto enviado pelo Conselho Distrital da Saúde Indígena (CONDISI) em nome das etnias sul-mato-grossenses, quando a saúde indígena passou às mãos da FUNASA, Mato Grosso do Sul vem se destacando em nível nacional, como exemplo de organização, integração entre a Coordenação Regional e a conveniada Missão Evangélica Caiuá, com controle social exercido pelo Condisi.
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