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Greve no Incra atrasa plano de reforma agrária

maio 13, 2004 | Geral

 

Paralisação já atinge 18 Estados e pode se espalhar por todo o País até o dia 10

Brasília – Os servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) iniciaram ontem uma greve por tempo indeterminado em defesa do plano de carreira da categoria. Até o início da noite, a paralisação já havia atingido 18 Estados. O comando do movimento promete adesão total até o próximo dia 10, data para a qual está sendo convocada a greve geral do funcionalismo público federal.

A greve do Incra colocou o Palácio do Planalto em estado de alerta porque prejudica a reforma agrária, uma das bandeiras mais caras ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no momento em que há recursos em caixa, estoque de terras para os assentamentos e todos os meios para o cumprimento das metas.

O presidente do órgão, Rolf Hackbart, realizou reunião de emergência, ontem à noite, no Palácio do Planalto, com o Grupo de Trabalho Interministerial encarregado de estudar soluções para as questões agrárias do País Plano – Ele deu informações sobre o movimento e entregou o esboço do plano que cria duas carreiras no Incra, a dos peritos federais agrários e a dos técnicos em reforma e desenvolvimento agrário.

O plano prevê reajustes médios de 100%, sendo que algumas categorias estão contempladas com até 200% de aumento.

O impacto estimado é de mais de R$ 500 milhões anuais na folha do órgão.

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rossetto, lamentou a greve.

“Infelizmente, pode atrapalhar as metas do Plano Nacional de Reforma Agrária”, observou.

O Incra tem aproximadamente 5 mil servidores, a quase totalidade fora da carreira do órgão e sem reajuste há vários anos. Os salários médios de nível superior variam de R$ 1.800 a R$ 3.500.
(Vannildo Mendes)
Publicado em 07.05.2004

admin
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