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Bancada intensifica debate sobre salário mínimo

maio 13, 2004 | Geral

 

A bancada do PT vai continuar a discutir a emenda da reeleição para as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado e também o valor do atual salário mínimo, fixado em R$ 260, mas já decidiu apoiar o relatório do deputado José Pimentel (PT-CE) à PEC paralela da Previdência. Em reunião ontem, os deputados marcaram para a próxima terça-feira nova discussão sobre a eventual possibilidade de alterar o valor do salário mínimo.

“Hoje fizemos o primeiro debate com mais tempo e coletivamente. Evidentemente que a bancada quer saber as razões que levaram o governo a definir o valor de R$ 260. Todos gostaríamos que fosse maior. Nunca foi um tema fácil para a bancada, dado o compromisso com o aumento do salário mínimo e, ao mesmo tempo, a solidariedade com a decisão do governo”, afirmou o líder do partido, deputado Arlindo Chinaglia (SP).

No entanto, segundo o líder, se não houver possibilidade de aumentar o valor, os deputados do PT apoiarão os R$ 260. “Se não houver espaço de mudança a bancada do PT vai fechar posição em torno dos R$ 260. Se houver, a bancada quer ter o protagonismo de alterar os benefícios para cima”, disse. O líder sublinhou, entretanto, não trabalhar com qualquer hipótese de aumento. “Não é essa a expectativa”, disse.

A reunião de ontem também discutiu a reeleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, mas não fechou questão em relação ao tema. Segundo o líder, houve uma avaliação comum de que o tema merece ser discutido com mais profundidade. “Para sabermos se há condições ou necessidade em tomar deliberação ou abrir o voto na bancada”, afirmou. Um dos pontos de divergência, na avaliação de deputados do partido, diz respeito à mudança de regras “no meio do jogo”. “Muitos deputados estão apontando um casuísmo da reeleição para este mandato”, afirmou a deputada Maninha (PT-DF).

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