Cerca de 400 pessoas montaram nesta quinta (15) o Acampamento dos Desempregados de SP, atividade organizada pela Coordenação de Movimentos Sociais no marco da campanha “O Brasil quer trabalhar”. Os militantes cobram da Prefeitura e do Estado antigas reivindicações.
São Paulo – Após dois dias de panfletagem e cadastramento de desempregados em vários pontos da cidade, a Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS) e o coletivo de organizações de desempregados da Grande São Paulo iniciaram nesta quinta-feira (15) a jornada de mobilizações e protestos contra o desemprego, com o Acampamento dos Desempregados no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista. A atividade, segundo os organizadores da campanha “O Brasil quer trabalhar”, deve ocorrer simultaneamente em 24 Estados do país.
Apesar de uma certa precariedade organizativa e estrutural – faltam dinheiro para condução dos manifestantes, lonas para as barracas, alimentos para o café da manhã etc. -, cerca de 400 pessoas se concentraram no Masp já no início da manhã para atividades de formação e debate sobre as causas do desemprego.
Para o período da tarde, os desempregados programaram uma “marcha de cobrança”. O objetivo é exigir respostas a duas pautas de reivindicação entregues aos poderes Municipal (Secretaria de Transportes) e Estadual (governador Geraldo Alkmin). No documento entregue à prefeitura em 5 de fevereiro deste ano, o Fórum Nacional de Luta dos Trabalhadores Desempregados (FNLTD) reivindicou, além de isenção de tarifas de água e luz, a instituição de um sistema de passe livre de ônibus para os desempregados.
“Olha há quanto tempo essa pauta foi entregue, e até agora não tivemos nenhuma resposta. Vamos cobrar alguma posição da prefeitura hoje”, diz Joaquim Pereira, coordenador estadual da Central de Movimentos Populares (CMP) de São Paulo.
Transporte gratuito também faz parte da pauta entregue ao governo em 25 de maio. Além disso, os desempregados pedem isenção do pagamento das taxas de inscrição em concursos públicos e vestibulares, o fim das privatizações ou terceirizações de estatais e “políticas de geração de emprego, com a supressão do voluntariado assistencialista e que vise prover frentes de trabalho com todos os direitos trabalhistas assegurado
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