A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) está acompanhando atentamente as investigações promovidas pela Polícia Federal sobre a chacina dos fiscais do Ministério do Trabalho em Unaí (MG). A Contag considera que a prisão dos suspeitos representa um avanço, mas acredita que a Justiça somente será feita quando os mandantes dos assassinatos forem presos e condenados.
A chacina completa, nesta quarta-feira (28/07), seis meses. O governo federal demonstrou seriedade e determinação nas investigações. Porém, é necessário que elas sejam aprofundadas para se chegar aos verdadeiros responsáveis pela violência e pela violação dos direitos trabalhistas na região de Unaí.
A violência contra os servidores da DRT/MG não é um fato isolado do município de Unaí. Nos últimos anos muitos sindicalistas que lutam pela reforma agrária, pelo fim do trabalho escravo e por justiça no campo tem sido perseguidos e assassinados. Outros constam de uma lista macabra de cidadãos marcados para morrer.
A Contag espera que a mesma diligência que foi adotada pela Polícia Federal no caso de Unaí seja empregada para descobrir os assassinos e os mandantes dos líderes sindicais, que continuam sendo perseguidos e assassinados no Brasil no campo. Os latifundiários continuam agindo como se eles estivessem acima das leis. Os crimes contra os trabalhadores e as trabalhadoras rurais, infelizmente, são apoiados pelas lideranças políticas locais e, muitas vezes, contam com a conivência do próprio Poder Judiciário.
Não existe Democracia sem justiça social e sem respeito ao ordenamento jurídico do País. É por isso que defendemos um combate intransigente contra a impunidade da violência no campo. O caso de Unaí pode ser um exemplo de que os tempos são outros no Brasil. A Contag vai contribuir para transformar essa expectativa em realidade.
Diretoria da Contag
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