Fique por dentro

Homenagem de Julian Rodrigues à Celinha

ago 12, 2004 | Geral

SIM,

Pois o absurdo de cada dia.
O absurdo que é viver.
A estranheza que é abrir os olhos e se arrastar para fora da cama a cada dia.
E sem querer acreditar que um dia o corpo vai se grudar na cama e se juntar ao chão.
Até que cessa.
A Celinha.
Personalidade viva, forte e inconformada.
Na alegria de mulher lutadora e doce e apimentada e polêmica e amiga.
Apaixonada que sofreu como todos que têm o que dar.
E re-apaixonada no ciclo dos sobes e desces. …
Celinha estava feliz em Brasília.
Apartamento grande, vida nova, amigos novos, tudo se re-encaixando na tarefa difícil no cipoal burocrático da capital – longe do estado pantaneiro onde morava e militava antes.
Longe dos amigos mais antigos.
Mas é assim.
Porque ninguém merece perder seus amigos todos os dias.
Mas é assim – embora ninguém mereça encomendar coroas e coroas.
Exéquias arrasadoras, dolorosamente repetidas.
Me despeço de Celinha também.
E guardo o sorriso dela cá comigo.
Deixo o Renato Russo para ela e para nós:
\”É tão estranho. Os bons morrem jovens. Assim parece ser\”.
Porque a vida tem pressa. E só tem sentido se for reinventada.
Viva a Célia!

Julian Rodrigues

admin
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