Com a adoção dos softwares livres, o país poderia economizar US$ 1,1 bilhão, que é o valor pago anualmente pelos brasileiros para comprar e licenciar programas básicos desenvolvidos para o Windows. A revelação é de Sergio Amadeu, presidente do Instituto de Tecnologia da Informação (ITI).
Ele afirma ainda que, como os códigos dos softwares livres podem ser modificados à vontade, qualquer defeito que eles apresentem é sanado facilmente por um bom programador. “A Nasa só trabalha com software livre. Imagine se der um problema em uma nave que está no espaço e a Nasa for chamar o expert da empresa que desenvolveu o programa para corrigi-lo”, observa, segundo a Agência Brasil, acrescentando que o software livre estimula a criatividade e o desenvolvimento da tecnologia.
Segundo Gustavo Noronha, coordenador de informática do Ministério das Cidades, os softwares livres apresentam ainda a vantagem de serem menos suscetíveis a vírus. “Nos softwares livres, os vírus conseguem infectar arquivos pessoais, mas não os programas”, diz, reconhecendo que os softwares livres são menos visados pelos hackers porque ainda são poucos os que se utilizam deles.
No Ministério das Cidades, 20% dos computadores já estão operando com software livre e a expectativa é de que, no início do ano que vem, todos as máquinas já estejam com os novos programas.
Muitas empresas nacionais também utilizam ou estão migrando para a modalidade, como a Petrobrás, Varig, Sucos Mais, Embrapa, Carrefour e a Companhia do Metrô de São Paulo. Quem quiser se unir a elas, pode baixar vários programas do gênero no site www.softwarelivre.gov.br.
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