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Acesso de índios a ensino superior tem números divergentes

dez 11, 2003 | Geral

 

A necessidade de pesquisas amplas sobre o acesso de estudantes índios ao ensino superior foi discutida na sexta-feira, no seminário “Ensino Superior para os Povos Indígenas”, realizado na Câmara dos Deputados pela Universidade Estadual de Mato Grosso (Unemat) e pelo deputado Carlos Abicalil (PT-MT).

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que existem no Brasil, hoje, cerca de quatro mil índios estudantes de cursos superiores. Informações da Fundação Nacional do Índio (Funai), no entanto, apontam para um número inferior, de 1,3 mil alunos.

Tais divergências, na avaliação da professora Hellen Cristina de Souza, da Unemat, são preocupantes. “Se não sabemos nem quantos são, também é difícil precisar o que querem e quais os rumos devemos tomar”, diz a pesquisadora. Apesar de tais dificuldades, Hellen – autora de um mapeamento sobre o assunto realizado em conjunto pela Unesco e pela Unemat – cita pontos de destaque.

O primeiro deles, segundo ela, diz respeito ao acesso às universidades. No ensino fundamental já existe a prática de aulas na língua de cada povo. No ensino médio, que dá acesso ao superior, no entanto, essa diferenciação não está assegurada. Também não existe, acrescentou, uma política específica para os índios desaldeados, que não moram mais junto a seus povos.

Universidade – Uma das alternativas de garantia de acesso dos índios ao ensino superior, na avaliação de Abicalil, é a Universidade Federal Autônoma Indígena, estabelecida pelo projeto (PL nº 1.456), de sua autoria. O projeto, já aprovado pela Comissão de Minorias, tramita agora pela de Educação e Cultura e posteriormente será encaminhado à de Constituição e Justiça.

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