Cerca de 250 pessoas, entre integrantes e lideranças de diversos movimentos sociais ligados à questão agrária, se reuniram esta manhã em um grande ato contra a impunidade e pelo julgamento dos acusados da morte de Silvio Rodrigues e Ranildo da Silva, líderes do MST mortos em 2000.
Organizado pelo Fórum da Terra, entidade que congrega movimentos sociais relacionados a questão agrária, o evento teve a participação do deputado estadual Pedro Kemp (PT) e da vereadora Denize Pereira (PT). Não faltaram representantes da CPT, CCDH, Sindicato dos Mototaxistas, MMTR, Cimi, Renap e CUT.
Com início às 9h, no cemitério de Rio Brilhante, a passeata foi finalizada com a entrega de um manifesto as autoridades do judiciário municipal. Nele, o pedido para a instauração do júri popular para o caso das lideranças assassinadas e por um maior empenho e celeridade do judiciário nos processos de conflitos no campo.
Conforme recente relatório divulgado pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), a impunidade é o principal agravante da violência no campo: dos 278 assassinatos de sem-terra, trabalhadores e líderes sindicais rurais ocorridos em 214 conflitos no campo, entre o período de 1995 a 2002, só seis foram julgados.
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