A Executiva Nacional dos Bancários decidiu na tarde desta segunda-feira (4/10), fazer uma contraproposta para a Fenaban, em mais uma tentativa de vencer a intransigência dos banqueiros e reabrir as negociações. Os bancários analisaram seis propostas apresentadas em assembléias regionais e definiram por um reajuste de 19%. A Executiva também vai reivindicar um abono de R$ 1.500 para todos os bancários.
Para os funcionários dos bancos públicos – que nos oito anos de governo FHC tiveram reajustes bem abaixo do restante da categoria – a Executiva Nacional solicita a reabertura das negociações dos pontos específicos com as direções de BB, CEF, Basa e BNB. As reivindicações são as mesmas definidas nos congressos específicos e já encaminhadas aos bancos. “Vale ressaltar que a nossa Campanha Salarial é unificada. Mas existem negociações específicas que queremos avançar com os bancos públicos, tanto os federais como os federalizados”, explicou Vagner Freitas, presidente da CNB/CUT e coordenador da Executiva Nacional dos Bancários.
Os bancários vão enviar ainda hoje uma carta ao presidente da Fenaban, Márcio Cypriano, e para as direções dos bancos públicos com a contraproposta e o pedido de reabertura das negociações. Ainda vai enviar uma carta à Presidência da República, solicitando uma audiência com Lula.
A Executiva Nacional dos Bancários também decidiu visitar nesta quinta-feira (7/10) o Congresso Nacional, a Esplanada dos Ministérios e o Palácio do Planalto para conquistar apoio de deputados, senadores e ministros.
“Enquanto isto, os bancários de todo o Brasil devem fortalecer e ampliar a greve em todos os bancos, tanto públicos como privados. Até nas cidades onde houve refluxo da greve é preciso fortalecê-la para conseguirmos ampliar as conquistas, pois agora estamos num momento decisivo desta Campanha Salarial”, finalizou Vagner.
Fonte: Confederação Nacional dos Bancários
Por Fábio Jammal Makhoul
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