A greve dos bancários continua hoje, mas um acordo pode estar próximo. A categoria se reuniu ontem com o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Vantuil Abdala, para começar a costurar uma proposta de consenso com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), a ser discutida em encontro entre as duas partes, mediado pelo ministro, previsto para a próxima segunda-feira.
O encontro e a iniciativa do presidente do TST, de se oferecer como mediador informal das negociações, agradou aos líderes sindicais e foi interpretada por eles como um sinal de que, caso os banqueiros rejeitem o diálogo e o tribunal seja obrigado a se manifestar, o fará em favor dos bancários. A greve, que já dura 17 dias, paralisa as agências bancárias em 24 capitais brasileiras. A estimativa da CNB-CUT é que cerca de 200 mil funcionários estejam de braços cruzados.
Acostumados a serem atendidos dentro das agências, os idosos têm sido um dos principais grupos prejudicados com a greve. Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Aposentados e Pensionistas (Cobap), João Rezende, cerca de 25% dos idosos com cartão eletrônico para sacar o dinheiro nos caixas automáticos têm dificuldades em usar o equipamento.
Em comunicado ontem, a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) pediu esforços redobrados para garantir o atendimento, e as instituições conveniadas com o INSS – 15 bancos privados, 10 estaduais e 4 federais – dispuseram-se a designar “atendentes dedicados aos beneficiários do INSS nas centrais telefônicas e reforçar o efetivo para orientá-los nos pontos de atendimento”.
Além disso, a Febraban reiterou que a rede de postos eletrônicos, equipamentos de auto-atendimento, centrais telefônicas e correspondentes bancários que cobrem todos os municípios do País também estarão disponíveis para o público, como estabelecimentos comerciais, agências dos Correios e casas lotéricas.
Para os trabalhadores demitidos nos últimos 15 dias, as agências da Caixa Econômica Federal fechadas também são sinônimo de dificuldade, já que, para sacar a indenização do FGTS e eventualmente dar entrada no seguro-desemprego, é preciso apresentar os documentos numa agência. A assessoria da Caixa informou que ainda não tem estimativa de quantos pedidos deixaram de ser apresentados no período.
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