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Brasil gasta US$ 1,2 bilhão com licença de softwares

ago 21, 2003 | Geral

 O Brasil economizaria US$ 1,2 bilhão por ano se usasse programas de computador
com códigos-fonte abertos. A informação é de Marcelo Branco, integrante do
Projeto Software Livre Brasil e representante do Instituto Nacional de
Tecnologia da Presidência da República. Os códigos-fonte são como o DNA dos
programas de computador. As empresas que produzem softwares fechados mantêm os
códigos em sigilo e cobram caro pelo uso dos programas.

 Marcelo Branco participou na manhã de ontem de uma audiência pública promovida
pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara. Ele
defendeu o uso de softwares livres por todos os órgãos da administração
pública. “O Brasil paga em royalties a empresas de informática o dobro do
orçamento destinado ao Ministério de Ciência e Tecnologia. Isso é uma
anomalia”, disse Branco.

 Ao contrário de programas de empresas como Microsoft, os softwares livres não
exigem o pagamento de licença. “O poder público não compra um remédio sem
conhecer a fórmula. Ao escolher um software fechado, o comprador não sabe o que
está adquirindo. A reserva de mercado da Microsoft impõe uma chantagem ao
governo”, disse Marcelo Branco.

 Também participaram da audiência pública o consultor da IBM Brasil, César
Taurion, e o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Software, José
Miranda. Segundo Taurion, os fabricantes de hardware apóiam os softwares
livres. Para Miranda, não existe diferença de performance entre os softwares
livres e os fechados.

 O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) foi o primeiro parlamentar a apresentar, em
1999, um projeto de lei que sugere a preferência por softwares livres pelo
poder público. Durante a audiência pública, ele explicou que os custos seriam
“infinitamente inferiores”. “O setor público é o maior comprador de programas
de computador no país. O ganho financeiro e o ganho pela ousadia seriam
enormes”, disse.

 A audiência pública fez parte da Semana do Software Livre, promovida pela
Câmara e pelo Senado. A empresa Microsoft foi convidada para o encontro, mas
não compareceu. A programação segue até sexta-feira no Americel Hall, na
Academia de Tênis.

 

Fonte: Agência Informes

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