O Brasil poderá ser sede de um Observatório Mundial da Juventude, vinculado à Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura). A iniciativa, formulada pela representação de Marrocos na entidade, recebeu total apoio do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que representou a Câmara em Paris (França) na semana passada no lançamento do Índice de Desenvolvimento Juvenil (IDJ), desenvolvido pelo escritório da Unesco no Brasil.
Inspirado no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), o IDJ reúne indicadores de diversas áreas relativos à faixa etária entre 15 e 24 anos para avaliar o nível de oportunidade da juventude. A metodologia pode ser aplicada tanto em países como em regiões, estados e municípios. Segundo Reginaldo Lopes, trata-se de um indicador inédito. “Alguns países da Europa, por exemplo, possuem políticas voltadas para a juventude há 20 anos, mas não tinham uma ferramenta específica para avaliar seus efeitos na sociedade”, afirmou.
No evento em Paris foi lançada a edição inglesa do livro com os primeiros resultados do IDJ. No Brasil, Santa Catarina foi o estado melhor avaliado em políticas para a juventude, enquanto Alagoas ficou em último lugar. Além disso, o levantamento mostra que a violência penaliza mais os jovens, pobres e negros, que a região Nordeste concentra a mais baixa escolaridade entre os jovens e que a escolaridade é inferior entre os jovens negros, do sexo feminino, da área rural do Nordeste.
Reginaldo Lopes, presidente da comissão especial sobre políticas públicas para a juventude e recentemente agraciado com o título “Deputado amigo da Unesco”, considera que o IDJ será fundamental para o trabalho da comissão e do grupo interministerial criado pelo governo Lula para discutir ações voltadas ao jovem.
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