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Chávez vence 1º referendo revogatório da história da Venezuela

ago 19, 2004 | Geral

Com 94,49% dos votos apurados, o presidente Hugo Chávez venceu o primeiro referendo revogatório da história da Venezuela. O anúncio do resultado foi feito na madrugada desta segunda-feira pelo presidente do CNE (Conselho Nacional Eleitoral), Francisco Carrasquero, em rede nacional. O “não”, favorável a Chávez, obteve 4.991.483 votos (58,25%) contra 3.576.517 (41,74%) para o “sim” da oposição, após a contagem de 94,49% dos votos.

Dois membros CNE, conhecidos como opositores, espécie de Tribunal Superior Eleitoral brasileiro, tinham antecipado que não validariam os resultados oficiais, segundo informou um deles, a reitora Sobella Mejía, ao denunciar que não foi feita uma auditoria completa dos papéis de votação.

A oposição contestou o resultado e disse que houve fraude no pleito.

Comemoração

Logo que foi divulgado o resultado pela TV, o céu de Caracas (capital) se encheu de fogos de artifício.

Centenas de chavistas já estão comemorando a vitória em frente ao Palácio Miraflores, sede do governo.

A Venezuela compareceu em massa às urnas ontem para o primeiro referendo revogatório do mandato de um presidente. De acordo com o CNE (Conselho Nacional Eleitoral), 14.037.900 eleitores estavam cadastrados para votar e houve uma presença de 8.568.000 votos. Na Venezuela, o voto não é obrigatório.

O ineditismo do referendo para presidente da República é obra do próprio Chávez que, em 1999, aprovou o dispositivo na nova Constituição do país.

Demora

O recorde de participação e a burocracia da votação –nos locais em que foi utilizado o sistema eletrônico, o eleitor tinha de se identificar através da digital, votar na urna eletrônica e depois depositar uma cédula de papel impressa em uma outra urna– fizeram com que o CNE anunciasse duas prorrogações do horário de votação.

Os venezuelanos enfrentaram filas de até oito horas e puderam votar até a meia-noite (1h desta segunda-feira em Brasília).

Em junho de 2004, após a oposição entregar o número suficiente de assinaturas para requerer o referendo, em um processo de validação de assinaturas que foram postas em dúvida pelo CNE, foi dada a largada para a campanha rumo ao referendo.

Durante o pleito foram registradas três mortes em diferentes locais do país. Uma delas ocorreu antes do início das votações. Em Caracas, uma pessoa morreu e outras dez ficaram feridas após disparos de um grupo encapuzado contra uma fila de eleitores. Em outro centro de votação, uma mulher morreu em um disparo acidental de um soldado.

Com a France Presse

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