A Coordenação dos Movimentos Sociais –entidade liderada principalmente pela CUT e pelo MST– fez hoje uma série de manifestações no país contra a corrupção e por mudanças na política econômica do governo federal. Os protestos tiveram a preocupação de preservar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“A manifestação teve três eixos: a punição dos culpados nas acusações de corrupção, mudanças na política econômica do governo e contra todas as tentativas de desestabilizar o governo federal”, disse Nivaldo Araújo, presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) do Maranhão.
No entendimento da central, foram tomadas medidas para a investigação das denúncias tanto pelo Congresso Nacional como pelo Ministério Público Federal.
No último dia 12, o ministro Luiz Marinho (Trabalho) deixou a presidência da CUT (Central Única dos Trabalhadores) para integrar o governo Lula.
“Não passa pela cabeça dos movimentos sociais apoiar o impeachment do presidente. Pelo contrário, eles estão dispostos a sair para a rua para defender Lula”, disse Paulo Farias, secretário de Política Sindical da CUT gaúcha, que participou da manifestação de ontem no Estado.
Em Curitiba, os manifestantes se concentraram em frente ao prédio do Ministério da Fazenda, na região central da capital. Segundo os organizadores, o protesto reuniu cerca de 500 pessoas.
Amanhã, está prevista uma manifestação em Maceió (AL), e quarta-feira, em Florianópolis (SC).
Dissidência
A Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), que reúne sindicatos dissidentes da CUT e é aliada do PSTU, convocou os filiados para uma marcha no dia 17 de agosto, em Brasília, para pedir “investigação rigorosa” das denúncias de caixa dois nas eleições e de tráfico de influência em entidades ligadas ao governo.
Segundo José Maria de Almeida, o Zé Maria, da coordenação da Conlutas, não será pedido o impeachment de Lula porque não existem provas contra ele.
“A marcha não vai reivindicar o impeachment porque não surgiram provas [contra Lula]. Mas não vamos aceitar que não surjam provas por falta de investigação”, disse Zé Maria.
Segundo ele, a preocupação do Conlutas “não é com a estabilização de governo algum”, e sim com as investigações. A coordenação disse que são esperados “dezenas de milhares” de pessoas na marcha.
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