As entidades que compõem a CMS (Coordenação dos Movimentos Sociais) preparam para sábado, dia 9, às 8h30, ato público contra a corrupção, a política econômica do atual governo e por uma ampla e democrática reforma política no País. Embora cobrem mudanças nos rumos adotados por Lula, a coordenação mantém o apoio ao presidente e exige a apuração das denúncias. O deputado estadual Pedro Kemp (PT) confirmou hoje presença no manifesto, que ocorrerá na sede da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), na rua 26 de Agosto, em Campo Grande.
O protesto terá início com uma plenária em que serão discutidas as acusações envolvendo o governo Lula e o PT. A CMS levanta dúvida sobre a cobertura jornalística feita pela imprensa e o propósito das matérias veiculadas sobre o ‘mensalão’ aos deputados federais e o caso da fraude nos Correios. “Sabemos que a corrupção sempre foi a prática da maioria dos membros do Congresso Nacional (reeleição de FHC, anões do orçamento, pasta cor-de-rosa, privatizações das empresas públicas, projeto SIVAM), nesses casos a mídia burguesa se omitiu e quando cobriu não deu o mesmo destaque com que trata o atual caso. O que diferencia o atual caso de corrupção dos outros?”, questionam as entidades, dando uma prévia do que será o debate na plenária.
Organizam o ato cerca de 45 entidades dentre elas MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra), CUT (Central Única dos Trabalhadores), CPT (Comissão Pastoral da Terra), Coamss (Cooperativas das Escolas Agricolas de Mato Grosso do Sul), Sintsprev (Sindicato dos Trabalhadores em Saúde e Previdência), Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul), CDDH (Centro de Defesa dos Direitos Humanos), Cimi (Conselho Indigenista Missionário), MMC (Movimento de Mulheres Camponesas), Cedin (Conselho Estadual dos Direitos Indígenas e dos Negros), Simtams (Sindicato dos Motaxistas de Mato Grosso do Sul).
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