As correntes de esquerda do PT não devem apoiar a possível proposta do Campo Majoritário –tendência que controla 60% do partido–, que pretende adiar as eleições internas do partido, previstas para setembro. A idéia é adiar o pleito em pelo menos dois meses.
Entre os argumentos utilizados por presidentes de diretórios municipais na reunião de sábado é que não conseguiriam cumprir uma das exigências para participar das eleições: estar em dia, até 30 de julho, com as contribuições partidárias. Outra preocupação está no risco de esvaziamento da eleição por causa da crise.
No entanto, Valter Pomar, representante da Articulação de Esquerda e vice-presidente do PT, disse que adiar as eleições internas só vai piorar a crise do partido. “O partido passa por uma crise que precisa ser resolvida rapidamente por meio de uma limpeza política e moral. Adiar, só vai piorar a situação.”
Segundo ele, as outras chapas de esquerda também deverão ser contra a proposta de postergação das eleições internas do PT. “Essa idéia é do Campo, que começa a perceber que vai perder as eleições.”
No sábado, integrantes do Campo convidaram o presidente-interino do PT, Tarso Genro, para representar o grupo nas eleições internas do partido. Genro, que assumiu o posto após a renúncia de José Genoino, pediu uma semana para pensar. Nesse período, ele também quer ouvir a opinião de outras correntes do PT.
O candidato do Campo Majoritário deverá disputar as eleições internas do PT com outros seis nomes. Pomar é um deles.
Segundo Pomar, nenhum dos candidatos das correntes situadas mais à esquerda do Campo deve desistir para se unir em torno de um único nome para disputar as eleições. “Quem tem a obrigação de vencer as eleições no primeiro turno é o Campo. Todas as outras correntes estão aí para disputar. Qualquer aliança se dará apenas num eventual segundo turno.”
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