Em um rápido discurso no canteiro de obras do futuro hospital-escola municipal, em São Carlos (SP), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a reforma universitária, em resposta ao protesto de cerca de 200 estudantes que acompanhavam a cerimônia. Lula disse que a reforma universitária tem o apoio dos 27 reitores das universidades federais e é necessária para que o Brasil se torne portador de “inteligência, conhecimento e valor agregado”.
“O Brasil não pode passar o século sendo exportador de matéria-prima, minério de ferro ou soja”, afirmou Lula. O presidente reiterou que recebeu muitas críticas, mas que o papel do seu governo é fazer o que tem de ser feito pelo País. “Quisera Deus que o Brasil pudesse ter crescido nos últimos dez anos o que cresceu nos dois primeiros anos do nosso governo”, comentou. Ao fim desta frase, o grupo de estudantes gritou que o discurso de Lula era “mentira”.
Ele aproveitou ainda para pedir aos futuros médicos do País que não se formem apenas para “montar um gabinete e ganhar dinheiro à custa do povo pobre”. Solicitou também que os futuros profissionais dediquem parte de seu tempo para o atendimento na saúde pública.
Aos gritos de “abaixo a repressão”, alguns estudantes pularam a cerca, chegando a entrar no local onde será construído um hospital-escola na cidade. Os universitários, porém, foram contidos pelos seguranças da Presidência da República.
Para a conclusão da primeira etapa da unidade, o Ministério da Saúde já empenhou R$ 3 milhões, sendo que, deste montante, R$ 1,2 milhão já foi pago. Para equipar e construir toda a unidade, o ministério deverá investir mais R$ 9,5 milhões. O hospital-escola municipal será construído em uma área próxima à Universidade Federal de São Carlos.
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