Depois do desembarque na candidatura da oposição ao governo, o PL e no PDT adotaram um discurso uniforme que transfere o ônus da decisão sobre a permanência ou não desses partidos no governo a Zeca do PT. Interlocutores dos dois partidos têm repetido incessantemente nos últimos dias que “colocaram os cargos à disposição e que a decisão é exclusiva do governador”.
O governador vai discutir hoje à tarde a situação dos cargos do PL e do PDT com os presidentes das legendas – Londres Machado e João Leite Schimidt, respectivamente. Deputados dos dois partidos, entretanto, têm defendido a continuidade do apoio a Zeca na Assembléia até 31 de dezembro, mesmo que o governador peça os cargos que os dois partidos ocupam no governo.
“Ainda vamos discutir isso hoje, às 14h, antes da audiência com o governador, mas a minha posição é que o partido continue apoiando o governo na Assembléia independente dos cargos”, disse o deputado Ary Rigo (PDT). “Mas a lógica diz que essa questão dos cargos depende do governador”.
Atualmente, a cota do PDT inclui o secretário Wilson Fernandes (Produção), a Fundação de Turismo, o Inmetro (Instituto Estadual de Metrologia) e a Jucems (Junta Comercial de MS).
No PL, que mantém dois secretários, Mathias Gonsales (Saúde) e Carlinhos Cantor (Juventude), o discurso é parecido. O deputado Antônio Carlos Arroyo afirmou que o presidente Londres Machado está conduzindo as conversas com o governador e que o partido “por questão ética” pôs os cargos à disposição depois que optou pelo apoio a André Puccinelli (PMDB). Segundo ele, o partido deverá manter o apoio na Assembléia mesmo sem os cargos que ocupa hoje.
“Temos participado ajudando a reconstruir o Estado, pusemos os cargos à disposição e a decisão [sobre os cargos] agora cabe ao governador”, disse.
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