O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, se reuniu nesta terça-feira com a embaixadora dos Estados Unidos, Donna Hrinak, para tratar da identificação de cidadãos brasileiros que ingressam nos Estados Unidos. Ele destacou a importância de encontrar uma solução que permita isentar os brasileiros dos procedimentos de controle a que estão sendo submetidos em portos e aeroportos norte-americanos.
Segundo o ministro, a decisão da Justiça brasileira de identificar os norte-americanos foi baseada no critério de reciprocidade do direito internacional. O ministro destacou ainda que as principais preocupações do governo brasileiro nesse assunto se referem à manutenção do alto nível das relações entre Brasil e Estados Unidos e à necessidade de assegurar tratamento condigno aos brasileiros que ingressam naquele país.
“É sob essa ótica que está sendo examinada a aplicação do princípio da reciprocidade, elemento básico das relações internacionais, no controle de entrada de cidadãos norte-americanos no Brasil”, afirmou em nota divulgada pelo Itamaraty.
Para o deputado Doutor Rosinha (PT-PR), a iniciativa do Itamaraty de propor a liberação de brasileiros dos procedimentos de identificação é correta, mas, no caso de não surtir efeito, o Brasil deveria estender a identificação de turistas também aos países do Mercosul (Mercado Comum do Sul). “Existem outras entradas para o Brasil que não os aeroportos brasileiros. Pode-se, por exemplo, entrar por Foz do Iguaçu (PR). Defendo que se não houver a suspensão da medida norte-americana, haja a extensão da identificação para os países do Mercosul”, afirmou.
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